Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Publicado em 09/10/2025 – 07:02 Rio de Janeiro © Virgínia Muniz/CTVacinas Versão em áudio O Brasil está prestes a ter uma vacina contra a covid totalmente nacional. O país publicou o primeiro artigo científico sobre os resultados dos testes de segurança da vacina SpiN-TEC que mostram que o imunizante é seguro. A vacina avança agora para a fase final de estudos clínicos. A expectativa é que até o início de 2027, ela possa estar disponível para a população. A vacina foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Nos testes conduzidos, de acordo com o pesquisador e coordenador do CT-Vacinas, Ricardo Gazzinelli, a SpiN-TEC mostrou ter inclusive menos efeitos colaterais do que a vacina da norte-americana Pfizer. “Concluímos que a vacina se mostrou imunogênica, ou seja, capaz de induzir a resposta imune em humano. O estudo de segurança foi ampliado e ela manteve esse perfil, na verdade foi até um pouco mais, induziu menos efeitos colaterais do que a vacina que nós usamos, que é da Pfizer”, diz o pesquisador. A SpiN-TEC adota estratégia inovadora, a imunidade celular. Isso significa que ela prepara as células para que não sejam infectadas. Caso a infecção ocorra, a vacina capacita o sistema imunológico a atacar apenas as células atingidas, que são destruídas. Essa abordagem mostrou-se mais eficaz contra variantes da covid-19 nos ensaios em animais e em dados preliminares em humanos. Testes clínicos Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões no desenvolvimento da vacina, por meio da RedeVírus, apoiando todas as etapas de testes, desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. A fase 1 do estudo contou com 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e teve como objetivo avaliar a segurança do imunizante em diferentes dosagens. Já a fase 2 contou com 320 voluntários. Agora, os pesquisadores aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3, com estimativa de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do Brasil. De acordo com Gazzinelli, esse é também um marco para o Brasil. O país, segundo o pesquisador tem “um ecossistema de vacinas quase completo”, com pesquisas em universidades, fábricas de produção de vacinas e distribuição dos imunizantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O que nós não temos é exatamente essa transposição da universidade para o ensaio clínico, né? Não temos exemplo disso feito no Brasil. Os ensaios clínicos normalmente são com produtos vindo de fora. Ideias, vacinas idealizadas fora. E esse foi um exemplo de uma vacina idealizada no Brasil e levada para os ensaios clínicos”, explica. Gazzinelli destaca que esse é um passo importante inclusive para outras pesquisas. “Eu acho que isso agrega uma expertise que nós não tínhamos e também um aspecto muito importante não só na área de inovação tecnológica de vacinas, mas para outros insumos da área de saúde”, diz . Caso seja aprovada em todas as fases do estudo, a expectativa, de acordo com o pesquisador, é que a vacina brasileira possa ser disponibilizada no SUS até o início de 2027. Outras vacinas O CT-Vacinas é um centro de pesquisas em biotecnologia criado em 2016, como resultado da parceria entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Atualmente, reúne cerca de 120 pesquisadores, estudantes e técnicos. “O MCTI observou, durante a pandemia, que o Brasil não tinha uma autonomia, não tinha soberania para desenvolver vacinas. Eu digo que um dos grandes legados desse programa além, obviamente, da vacina contra covid, é que aprendemos o caminho de levar uma vacina para a Anvisa e fazer o teste clínico”, diz Gazzinelli. Além da pesquisa sobre covid, o centro trabalha no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, como malária, leishmaniose, chagas e monkeypox. O pesquisador e coordenador do CT-Vacinas reforça: “Nós sabemos que vacinas realmente protegem. Evitam, inclusive, a mortalidade. De novo, quanto mais gente vacinado, mais protegida está a população”.
SAÚDE
Dia D de Vacinação Antirrábica imuniza mais de 3,5 mil animais em Delmiro Gouveia
A ação faz parte da campanha municipal de vacinação, que já contabiliza mais de 8,2 mil cães e gatos vacinados e segue até o dia 15 deste mês. A Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou neste sábado, 4, o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica, imunizando 3.525 animais, sendo 2.348 cães e 1.177 gatos. A iniciativa faz parte das ações de saúde pública voltadas para a prevenção da raiva, uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos. Até o momento, a campanha já contabiliza 8.225 animais vacinados em todo o município. Esses números evidenciam o comprometimento da população e das equipes de saúde com a proteção e o bem-estar dos pets. A vacinação antirrábica é essencial para prevenir a transmissão do vírus da raiva, que é fatal em quase 100% dos casos quando não tratada. Além de proteger os animais, a imunização também é uma importante medida de segurança coletiva, pois evita a disseminação da doença entre espécies e garante a saúde da comunidade. A Secretaria de Saúde reforça que a vacina deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de idade, garantindo a proteção contínua dos animais e de toda a população. Vacinar é um ato de amor e responsabilidade, que demonstra o cuidado e o respeito com a vida. Quem ainda não levou seu pet para vacinar tem até o dia 15 de outubro para comparecer ao ponto de vacinação, que agora será somente no Setor de Endemias, e garantir a proteção do seu companheiro.
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Açúcar ou adoçante? Especialista explica qual a escolha mais saudável
Nutricionista esclarece que a decisão depende de diversos fatores, como condição de saúde e hábitos alimentares Açúcar Crédito: photohasan | Shutterstock Quando o assunto é adoçar cafés, sucos e sobremesas, a dúvida é comum: é melhor usar açúcar ou adoçante? A resposta não é tão simples e depende de diversos fatores, como condição de saúde, hábitos alimentares e quantidade consumida. Segundo a nutricionista clínica e hospitalar Lucyulla Araújo, ambos cumprem a mesma função fisiológica de elevar os níveis de glicose no sangue. “Do ponto de vista fisiológico, não se pode afirmar que exista um conceito absoluto de “mais saudável” que o outro. O açúcar por ser um carboidrato simples, possui quantidade calórica mais elevada, enquanto os adoçantes fornecem quantidades baixas de calorias ou inexistente”, explica. De acordo com a especialista, o açúcar branco é o menos indicado, pois passa por intenso processo de refinamento, que elimina fibras, minerais e vitaminas, além da adição de químicos para alcançar uma coloração bastante clara. Já o mascavo e o demerara sofrem menos processamento industriais, preservando uma parcela maior dos nutrientes. Para pessoas saudáveis, essas são as opções mais recomendadas. Já no caso de quem tem diabetes, obesidade ou restrições específicas, a melhor escolha são os adoçantes naturais, como stevia e xilitol, que praticamente não têm calorias. “Vale lembrar que para um estilo de vida saudável, o ideal é evitar ao máximo o açúcar”, alerta. Quanto consumir A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os açúcares adicionados sejam, no máximo, 10% do valor energético total diário. Em uma dieta de 2.000 calorias, por exemplo, o consumo deve ser de cerca de 50 gramas por dia. “É importante lembrar que essa porcentagem não é apenas para carboidratos refinados, mas também o consumo de alimentos in natura como fruta, mel e sucos”, ressalta a profissional. Consumo em excesso Tanto o consumo exagerado de açúcar quanto de adoçantes pode trazer prejuízos ao organismo. Entre os efeitos mais preocupantes estão: Picos de glicemia; Aumento da ansiedade e da pressão arterial; Elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos; Inflamação; Resistência à insulina; Acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática); Maior risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Por: Elaine Sanoli
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Infecções por Aedes aegypti elevam risco de complicações no parto
Por editor_portalal7.com.br 26 de setembro de 2025 Foram analisados mais de 6,9 milhões de nascidos entre 2015 e 2020 Agência Brasil Foto: FRAME EBC Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, chamadas arboviroses, representam uma preocupação crescente para a saúde materno-infantil no Brasil. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – publicado recentemente sobre saúde pública na revista Nature Communications – analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no país entre 2015 e 2020. Ele revelou que a infecção por esses vírus durante a gravidez está associada a maiores riscos de complicações no parto e para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal. A pesquisa – conduzida por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Fiocruz Bahia) – indica que a infecção por arboviroses durante a gestação elevou o risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação rápida realizada após o nascimento para verificar a adaptação à vida fora do útero) e óbito neonatal. Anomalias A dengue, além de estar ligada ao parto antes do tempo e ao baixo peso, também mostrou associação com alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do feto, chamadas de anomalias congênitas. No caso da zika, os efeitos adversos foram ainda mais amplos, com destaque para a má-formação congênita, cujo risco foi mais que duplicado entre bebês de mães infectadas. O pesquisador Thiago Cerqueira-Silva avaliou, no entanto, que os padrões de risco variam entre o vírus e o período da infecção. Risco de morte “O estudo fornece evidências robustas e detalhadas que desmistificam a ideia de que apenas a zika é uma grande ameaça na gravidez. Demonstramos que a chikungunya e a dengue também têm consequências graves, como o aumento do risco de morte neonatal e anomalias congênitas. Essa informação é crucial para direcionar a atenção clínica e de saúde pública”, explicou. O pesquisador esclareceu que o estudo traz novas evidências sobre os impactos das infecções por arbovírus na gestação, indicando períodos de maior vulnerabilidade em cada trimestre. A variação do risco sugere que diferentes mecanismos biológicos atuam em cada fase, o que reforça a importância da vigilância e da prevenção ao longo de toda a gravidez. Prevenção Para Thiago, os resultados do estudo deixam claro que é preciso fortalecer as medidas de prevenção durante a gestação. Isso não apenas protege a saúde das mães, mas também ajuda a evitar consequências que podem marcar a vida dessas crianças por muitos anos. Em comunidades vulnerabilizadas, a maior exposição ao mosquito transmissor aumenta o risco de infecção e os efeitos durante a gravidez tendem a ser mais severos. Além disso, o peso financeiro no cuidado de crianças com anomalias congênitas ou complicações neonatais recai de forma desigual sobre famílias com baixa renda. Diante desse cenário, o pesquisador defende a urgência de ampliar a cobertura vacinal contra dengue, e adicionar a vacinação contra chikungunya na política nacional de imunização. Deve-se “garantir que as vacinas existentes (dengue e chikungunya) sejam oferecidas gratuitamente e com ampla cobertura, independentemente de sua condição socioeconômica. Além disso, campanhas educacionais informando sobre os riscos associados à dengue e à chikungunya durante a gestação são necessárias, uma vez que atualmente apenas os impactos negativos da zika são bem difundidos”, finalizou.
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Pressão 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão
Objetivo da reclassificação é identificar indivíduos em risco Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil © Divulgação/SESA/Governo do Paraná Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão. De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes. A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório. Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade.
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Dr. Milton Hênio, ícone da medicina e do humanismo em Alagoas
Por Enio Lins MILTON HÊNIO NETTO DE GOUVEIA será homenageado hoje pela Assembleia Legislativa de Alagoas com a Comenda Tavares Bastos, a mais antiga e prestigiada honraria daquela casa. A indicação foi da deputada Fátima Canuto, aprovada por unanimidade e convite chancelado pelo presidente do Poder, deputado Marcelo Victor. A solenidade está confirmada para 10 horas desta sexta-feira. MÉDICO, ESCRITOR, COMUNICADOR, Dr. Milton Hênio é sinônimo de muitas competências. O nome dele significa pediatria, literatura, solidariedade, informação, cultura… Não é à toa que em torno dele funciona, senão a única, a mais longeva e mais atuante confraria tendo como mote uma pessoa. O grupo “Amigos de Dr. Milton Hênio” – presidido pelo médico, intelectual e professor Ricardo Nogueira – realiza, há muitos anos, religiosamente, reuniões mensais com a presença do patrono e de dezenas de aderentes, num café-da-manhã onde se debatem questões culturais. “COM MAIS DE 60 ANOS DE DEDICAÇÃO à pediatria, Dr. Milton Hênio tem 88 anos de vida, é um nome reconhecido em Alagoas por cuidar de mais de 200 mil crianças ao longo de sua carreira. Formado em 1962, se tornou um patrono da pediatria local, sendo figura presente na vida de gerações de alagoanos. Sua dedicação é tamanha que, não raro, ele atende netos e bisnetos de seus primeiros pacientes” resume texto assinado pelo jornalista Edmilson Teixeira no site www.tribunahoje.com.br. É fato: o mais renomado pediatra alagoano cuidou de gerações consecutivas em até três graus de descendência, coisa rara em qualquer lugar do mundo. Aposentou-se depois de seis décadas de trabalho diário, intenso, atendendo crianças de todas as faixas sociais. UMA DAS CONTRIBUIÇÕES mais importantes de Dr. Milton Hênio à saúde pública infantil é a popularização, a coletivização, de informações úteis através dos veículos de comunicação de massa. Esse trabalho soma 40 anos de verdadeiras consultas à distância, conselhos preventivos através de programas de rádio e televisão, artigos periódicos – jornada de trabalho essa contabilizada apenas na presença do pediatra nas pautas da Organização Arnon de Mello (quadros fixos na TV Gazeta e nas Rádios Gazeta, artigos dominicais na Gazeta de Alagoas e na Gazetaweb). Isso sem considerar as contribuições dele noutros espaços de mídia e palestras. Orientações disseminadas para milhares de famílias, e que possibilitaram ações curandeiras para um número incalculável de crianças. MINHA CONVIVÊNCIA de mais de 30 anos com Milton Hênio – desde os tempos da editoria-adjunta da Gazeta, quando recebia e editava seus artigos dominicais, até os dias atuais, na condição de integrante da citada confraria de amigos, passando por mais de uma década de acompanhamento às consultas periódicas de Enzo, meu filho mais novo – me permite testemunhar sobre o extremo cuidado profissional dele para com todas as crianças, independente da condição social. Vi seu atendimento generoso, gratuito, a quem dele precisava; presenciei ônibus que chegavam de cidades interioranas com pacientes (recebidos em dias específicos para isso). Assisti as atenções dele para com os familiares aflitos, sempre tranquilizador e educativo. Perdi a conta de depoimentos que ouvi sobre “casos perdidos” resolvidos por ele, e sobre suas qualidades “mágicas”, do tipo “bastou tocar na criança e já identificou o problema”. Isto posto, resta parabenizar à deputada Fátima Canuto, ao presidente da Assembleia, Marcelo Victor, aos deputados e deputadas que aprovaram essa homenagem. Doutor Milton Hênio – Miltinho, como lhe chamam os mais próximos –, você faz jus a essa e a mais quantas homenagens tenha recebido ou venha receber. Parabéns por sua obra de seis décadas de batente pela saúde infantil.
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Vítimas do Zika podem ser indenizadas ainda em setembro, diz ministro
Cerca de 1,6 mil crianças têm direito à indenização de R$ 50 mil Agência Brasil Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil O governo federal espera começar a pagar ainda este mês as primeiras indenizações às famílias de crianças com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus Zika. Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, cerca de 1,6 mil crianças de todo o Brasil têm direito à indenização por dano moral de R$ 50 mil – valor que será corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado entre 2 de julho deste ano e a efetiva data do pagamento da indenização. As crianças receberão também uma pensão especial, mensal e vitalícia, equivalente ao teto dos benefícios pagos pela Previdência Social – hoje, equivalente a R$ 8.157,40. De acordo com Queiroz, a expectativa é que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) comece a pagar as pensões em outubro. “Para isso, as mães estão se mobilizando a fim de cumprir os requisitos, que são simples”, afirmou o ministro a jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde foi entrevistado no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação. “Pedi pressa a todos setor do ministério para que a gente consiga fazer isso de forma breve, para poder ver a vida mudar para melhor das crianças e das mães.” Os requisitos citados pelo ministro constam da Lei nº 15.156, de 1º de julho deste ano, e da Portaria Conjunta MPS/INSS nº 69, publicada no Diário Oficial da União do último dia 8. De acordo com o texto da portaria, a indenização e a pensão serão pagas apenas a pessoas nascidas no Brasil, com deficiência permanente decorrente da síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika. A comprovação da condição de saúde será feita por meio de laudo de junta médica, que será analisado e homologado pela Perícia Médica Federal. Os requerimentos dos direitos devem ser entregues ao INSS, juntamente com os documentos de identificação, incluindo Cadastro de Pessoa Física (CPF), do requerente e do seu representante legal, bem como uma cópia do laudo emitido pela junta médica. “Essa é uma vitória das mães, que há dez anos vêm lutando para criar seus filhos e, ainda assim, se mobilizaram e conseguiram aprovar esta lei no Congresso Nacional, em Brasília. Todas elas já participam de uma associação, são muito organizadas, e se comunicam [entre si]. Quando fui a Recife [estado que concentra cerca de 1/3 de todos os casos registrados no país] para tirar dúvidas e ouví-las, elas sugeriram algumas mudanças na portaria que a gente ainda vai fazer porque o objetivo do governo federal é acolher e garantir que todos [que têm direito] recebam, mas há alguns critérios [legais] obrigatórios que precisam ser cumpridos”, afirmou o ministro. Entre 2015 e 2016, o Brasil enfrentou um surto de Zika, uma virose transmitida por meio da picada do mosquito Aedes aegytpi e que despertou a atenção da comunidade científica e da população em geral ao ser associada ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba. Em fevereiro de 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a classificar a epidemia como uma Emergência de Saúde Público de Importância Internacional. Passado algum tempo, o número de casos e o espaço dedicado ao tema pela mídia começaram a diminuir, embora as crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias continuem enfrentando uma dura rotina de cuidados especiais.
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Confira o funcionamento dos serviços de saúde no feriado de 16 de setembro
Unidades fecham no segunda e terça Senhora e retornam na quarta (17) Ana Cecília da Silva/Ascom SMS Foto: Jonathan Lins/ Secom Maceió Em decorrência do feriado da Emancipação Política de Alagoas, celebrado na próxima terça-feira(16) e do ponto facultativo desta segunda-feira(15), os serviços da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) serão alterados. Com isso, alguns atendimentos serão retomados na quarta-feira(17). Confira como ficarão os atendimentos na capital alagoana: Unidades de saúde e Pam Salgadinho As Unidades de Saúde fecham na segunda(15) e na terça(16) e retomam os atendimentos na quarta(17). Já o Pam Salgadinho abre normalmente na segunda e fecha na terça, retomando os serviços na quarta-feira. Centro de Controle de Zoonoses O Centro de Controle de Zoonoses(CCZ) também fecha para o atendimento ao público na segunda(15) e na terça(16), retomando os atendimentos na quarta-feira(17). No entanto, durante o feriado e ponto facultativo, a CCZ vai manter o regime de plantão para possíveis apreensões de animais e demais denúncias da população. O plantão funcionará no horário das 8h às 16h e pode ser acionado por meio do contato: 3312-5485. Vacinação A vacinação funcionará normalmente nos pontos fixos na segunda-feira(15), mas fecha na terça-feira(16), retomando o atendimento na quarta. Confira os horários da segunda-feira: – CAT: 8h às 12h; – Maceió Shopping: das 12h às 20h; – Shopping Pátio: das 12h às 20h. Centro de Atendimento ao Turista(CAT) O Centro de Atendimento ao Turista(CAT), que esta semana está no Terminal do Vergel, vai manter seu funcionamento de 8h às 12h, durante todo o feriadão, com vacinação e outros serviços de saúde.
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Covid-19 não desapareceu e casos continuam ocorrendo, alerta médico
Agência Brasil Doença tem atingido principalmente crianças abaixo de 2 anos Foto: SBI O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, alertou nesta sexta-feira (5) que casos de covi-19 no Brasil continuam ocorrendo. “Obviamente não com o mesmo impacto do período da pandemia, mas ela não desapareceu. No momento, vivemos um aumento de casos em várias cidades brasileiras”, disse em uma das mesas da 27ª Jornada Nacional de Imunizações, na capital paulista. Com o mote Vacinando gerações: um compromisso de todos, o evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), contou com 90 atividades e palestrantes brasileiros e estrangeiros. Segundo Chebabo, no momento a covid-19 atinge populações muito específicas, principalmente crianças abaixo de 2 anos de idade, que não foram expostas ao vírus e que, se não forem vacinadas, serão impactadas de forma semelhante ao que ocorreu na pandemia, aumentando o risco de complicação e de internação hospitalar. “Hoje, dois terços das crianças internam. Em 2024, por exemplo, foram 82 óbitos de crianças. É um número bastante expressivo, considerando que são crianças acometidas por uma doença que é imune e prevenível por vacina”, alertou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Os idosos acima de 60 anos de idade também são uma população sensível aos riscos da covid-19, já que com o próprio envelhecimento do sistema imune, o organismo perde a capacidade de resposta e de proteção. “Essa população é a de mais risco de complicações e óbito. A maior parte dos óbitos acontece na população dos mais idosos. As gestantes também estão no grupo dos mais suscetíveis e sua vacinação é importante porque também protege a criança até que ela tenha a idade para conseguir ser revacinada”, explicou. Chebabo ressaltou que para a maioria da população, a covid-19 é uma doença viral como as outras doenças virais que existem em circulação, e que nos quadros leves não faz diferença. Ele recomendou, como medida de saúde pública, testar a todos. “Como estratégia de saúde pública, com os recursos financeiros que temos, talvez ela não seja importante para a maioria da população, mas para alguns grupos é fundamental. Então, para os idosos, para os imunossuprimidos, para reduzir o risco de complicações, internação hospitalar e morte, a testagem é fundamental”, defendeu. No caso dos grupos que já foram vacinados e têm menor risco de complicações, Chebabo recomenda como medida individual, caso a pessoa queira, fazer o teste na farmácia ou no laboratório. A ação vale para avaliar uma possível associação em caso de complicações futuras, facilitando o entendimento do quadro de saúde. Vacinas combinadas Segundo o professor de epidemiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Expedito Luna, a comunidade científica tem discutido a possibilidade de combinar a vacina contra influenza com a vacina contra a covid-19, o que permitiria que as pessoas ficassem imunizadas com apenas uma vacina. Entretanto, segundo ele, alguns obstáculos ainda apontam que, por enquanto, ainda não há essa possibilidade. “No caso da gripe, as vacinas são atualizadas todo ano. Para o mundo, duas vezes por ano, porque tem uma vacina para o Hemisfério Sul e outra para o Hemisfério Norte. Esse processo foi pactuado entre a Organização Mundial da Saúde, de forma que, mesmo com indústrias diferentes, concorrentes entre si, elas produzem a mesma vacina todo ano, porque elas seguem a recomendação de composição da vacina que é padronizada pela OMS”, explicou. De acordo com Luna, o vírus do SARS-CoV-2 tem uma taxa de mutação muito alta, assim como o vírus da influenza, porém na influenza já se conhece o comportamento, que é sazonal, permitindo que a vacinação seja feita antes do período de maior incidência. “Com relação à covid-19, tudo isso é muito recente e o dado mundial nos mostra que ela ainda não tem esse comportamento sazonal claro. Aqui no Brasil, estamos vendo dois picos no ano. Então, não valeria a pena termos uma vacina que tem as duas coisas juntas, quando os vírus ocorrem separadamente”, observou. Luna lembrou que a política atual do Ministério da Saúde recomenda para os grupos de risco para a covid-19 duas doses da vacina por ano, uma a cada 6 meses, o que seria complicado se a vacina fosse combinada. “Com essas evidências, se estivesse na posição de decidir pelo Brasil, eu decidiria não usar a vacina combinada, continuar com as duas separadas, que dá mais oportunidades de ganhos tanto para uma quanto para outra”, disse. Dados recentes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), que reúne empresas responsáveis por mais de 85% do volume de exames realizados na saúde suplementar do Brasil, apontam aumento dos casos de covid-19 no país nas últimas dez semanas de referência. O índice de positividade chegou a 13,2%, o maior desde março deste ano. Segundo o patologista clínico e líder do Comitê Técnico de Análises Clínicas da Abramed, Alex Galoro, a alta da covid-19 é explicada pela queda natural dos anticorpos e pelo surgimento de variantes, mesmo em uma população já imunizada. “As infecções respiratórias têm comportamento cíclico, influenciadas pela transmissibilidade e pela imunidade da população. O inverno favorece aglomerações em ambientes fechados, o que aumenta a transmissão. Porém, a imunidade, gerada por infecções prévias e pela vacinação, ajuda a evitar grandes aumentos”, explicou. Fonte: portaldealagoas
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Samu registra aumento de atendimentos psicológicos e psiquiátricos em Alagoas
A preocupação com a saúde mental também tem mobilizado diferentes órgãos e instituições Agência Alagoas O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) contabilizou, no primeiro semestre deste ano, 791 atendimentos psicológicos e psiquiátricos em todo o estado de Alagoas. Também foram registrados 241 atendimentos relacionados a tentativas de suicídio, revelando uma preocupação crescente com a saúde mental da população. Os números, colhidos pelas duas Centrais do Samu – Macro I (Maceió) e Macro II (Arapiraca) – apontam um aumento de cerca de 20% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento evidencia a necessidade de reforçar políticas públicas e ampliar a rede de atenção psicossocial. A cada ocorrência, os profissionais do Samu se deparam com pacientes em crise emocional ou em risco de autoagressão, situações que exigem preparo técnico e sensibilidade no acolhimento. Para lidar com esse desafio, o Samu investe em capacitação contínua. Através do Núcleo de Educação Permanente (NEP), os socorristas recebem treinamentos específicos voltados ao atendimento de pacientes em surto psicológico ou em sofrimento mental, garantindo que as abordagens sejam pautadas em humanidade e respeito. “É um trabalho delicado, que exige preparo e atualização constante. Por isso, os cursos de educação continuada oferecidos pelo NEP são fundamentais para que nossas equipes estejam cada vez mais capacitadas a lidar com situações de crise, sempre com olhar humanizado e respeitoso ao paciente”, destacou a coordenadora do Samu Maceió, enfermeira Beatriz Santana. A preocupação com a saúde mental também tem mobilizado diferentes órgãos e instituições. Reuniões recentes reuniram representantes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Subsecretaria de Segurança Municipal, Programa Ronda do Bairro, Ministério Público Estadual, Promotoria Estadual e coordenação do Samu 192. Todos engajados em encontrar estratégias conjuntas de acolhimento a esses casos. O secretário de Estado da Saúde de Alagoas, Gustavo Pontes de Miranda, ressaltou que a Sesau tem trabalhado de forma integrada para fortalecer a rede de cuidado. “Não temos medido esforços para capacitar os profissionais de saúde, desde os que atuam nas unidades de porta aberta até as equipes do Samu, que são as primeiras a chegar em ocorrências dessa natureza. Nosso objetivo é que cada paciente seja atendido com dignidade, acolhimento e atenção especializada”, afirmou. O avanço nos números reforça a importância em falar sobre saúde mental. A realidade em Alagoas acompanha a tendência nacional, que aponta para um aumento expressivo nos atendimentos a pessoas em sofrimento psíquico. Especialistas alertam que o enfrentamento desse desafio depende da soma de esforços: capacitação profissional, fortalecimento da rede de apoio e, sobretudo, da compreensão de que a saúde mental é parte essencial da saúde integral de cada pessoa. A Sesau reforça que a rede de atenção psicossocial estadual vem se expandindo, com Caps em diversos municípios — eixo central para acolhimento, acompanhamento e redução de internações — e articulação com o Hospital Escola Portugal Ramalho, referência para urgências psiquiátricas.
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