Cidadania Alagoas

SAÚDE

Sala Lilás do HGE alcança marca de 500 atendimentos em dois anos

Sala Lilás da RAV no HGE atende vítimas de violência com atendimento aberto a todos os pacientes. Foto: Thallysson Alves   Sala Lilás do HGE completa dois anos com mais de 500 atendimentos a vítimas de violência Inaugurada em 10 de julho de 2022, a Sala Lilás do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, chega ao segundo ano de funcionamento com um importante balanço de atendimentos realizados a vítimas de violência. Desde a sua criação, o espaço já acolheu 528 pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo casos de violência doméstica, agressão sexual, homofobia e outras ocorrências. Segundo dados do próprio hospital, 496 vítimas atendidas foram de violência doméstica, 26 sofreram violência sexual, quatro casos foram motivados por homofobia, e duas vítimas tiveram motivações não identificadas. Em todos os casos, as pessoas receberam atendimento especializado e tiveram garantidos os seus direitos básicos — principalmente o direito à vida e à integridade física e emocional. Espaço de acolhimento e apoio Instalada no primeiro andar do HGE, a Sala Lilás é um espaço voltado ao acolhimento humanizado de vítimas de violência, oferecendo ambiente seguro, privativo e suporte psicossocial. A iniciativa é vinculada à Rede de Atenção às Violências (RAV) e foi instituída por meio do Decreto nº 89.437, de 28 de fevereiro de 2023, que orienta a estruturação de uma rede intersetorial descentralizada de combate às violências contra populações vulneráveis. A gerente operativa da RAV, Laura Oliveira, destaca a atuação integrada da equipe multiprofissional. “A Sala Lilás conta com equipes psicossociais que fazem o acolhimento, acompanhamento durante a internação e os encaminhamentos necessários após a alta. As vítimas são orientadas e direcionadas para abrigos, benefícios sociais, apoio jurídico e segmentações sociais”, explica. HGE como referência A Sala Lilás do HGE foi a primeira a ser instalada em uma unidade hospitalar de Maceió. Para a coordenadora do Serviço Social do hospital, Vanessa Martins, a implantação representou um avanço importante no enfrentamento à violência, especialmente porque o HGE é referência no atendimento a traumas. “A RAV é uma parceira essencial para o nosso trabalho. Juntos, conseguimos prestar o suporte necessário para os pacientes que chegam em estado de vulnerabilidade extrema”, reforça. Atenção especial às crianças O pediatra do HGE, Roney Damascena, destaca o papel fundamental da Sala Lilás na proteção de crianças vítimas de violência, muitas vezes atendidas na emergência com sinais visíveis de abuso. “É uma equipe muito bem preparada, que acolhe as crianças e aciona os órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, garantindo a segurança e os direitos dos menores. Esse trabalho complementa o cuidado médico de forma essencial”, afirma. Além do atendimento direto às vítimas, a Sala Lilás também promove capacitações para os profissionais da saúde, reforçando o preparo das equipes para lidar com situações de violência de forma humanizada, ética e eficiente. Redação: ANH/AL

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Juceal e Hemoal promovem dia de doação de sangue com servidores

Iniciativa busca aumentar a conscientização sobre a importância deste gesto de amor à vida A ação aconteceu na sede da Juceal, situada no bairro Pinheiro, em Maceió  Mayara Tolezi Júlia Lins / Ascom Juceal A Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) e o Hemocentro de Alagoas (Hemoal) promoveram, nesta quarta-feira (9), um dia voltado à doação voluntária de sangue. A ação aconteceu na sede da Juceal, situada no bairro Pinheiro, em Maceió.   Reunindo servidores e clientes dos serviços oferecidos pela autarquia, o objetivo da ação foi salvar vidas e ajudar a melhorar o estoque sanguíneo no estado, conforme destacou o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, que se tornou doador por meio da coleta itinerante.   “A gente fica feliz em ter essa iniciativa aqui na Junta Comercial. Procuramos o Hemoal para fazer essa ação e, felizmente, teve uma boa adesão dos nossos colaboradores, que chamaram alguns parceiros e amigos que também quiseram vir para fazer a doação. Não tenho dúvidas que faremos novas edições. Enquanto a gente estiver aqui à frente da Junta Comercial, vamos sempre tentar ajudar esse banco de sangue”, garantiu.   Para a assistente social responsável pela ação, Rayara Andrade, a doação voluntária é uma demonstração de empatia por parte dos servidores.   “Quero agradecer por essa oportunidade. Muitos não sabem, mas uma bolsinha de sangue pode salvar até quatro vidas e essa ação só dura em torno de 15 minutos. Para aqueles que nunca doaram, eu reforço a importância desse ato de amor ao próximo’’, destacou.   Durante o dia de coleta, antes da realização dos procedimentos, o médico Paulo de Tarso fez a triagem dos pacientes, verificando, por meio da sorologia, a saúde dos possíveis doadores.   Para doar sangue, é necessário atender aos requisitos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como, por exemplo:   – Ter entre 16 e 69 anos; – Estar acima de 50 quilos; – Não ter hepatite B, hepatite C, doença de Chagas, sífilis, Aids (HIV), HTLV; – Estar bem alimentado e descansado; – Não ter fumado nas últimas 12h ou ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 2h.   A ação também permitiu uma aproximação maior dos servidores da Juceal aos serviços do Hemoal. Para Karoline Barros, que integra o setor jurídico da Junta Comercial e que doou sangue pela segunda vez, a coleta de sangue é um ato admirável.     “Eu me sinto imensamente feliz ao doar sangue, porque, às vezes, não dá para fazer muito pelo outro, mas o mínimo já ajuda bastante”, pontuou. Fonte: portaldealagoas

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Ciência revela quanto você deve andar todos os dias para manter a saúde do coração

Especialistas mostram como poucos minutos de caminhada por dia podem fortalecer o coração e prolongar a vida Estudo revela a quantidade exata de caminhada diária que reduz o risco de doenças cardíacas – e é mais fácil do que você imagina Crédito: caminhada Manter o coração saudável pode ser mais simples do que parece: bastam alguns minutos de caminhada por dia. De acordo com um estudo publicado pela American Heart Association (AHA), apenas 20 minutos diários de caminhada já reduzem significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Apesar dos benefícios comprovados, menos de 25% dos adultos atingem a recomendação mínima de exercícios. Descubra como pequenas mudanças no dia a dia podem transformar sua saúde cardíaca sem exigir grandes esforços. Atividade física e caminhada   É importante praticar atividade física regularmente para manter o peso saudável (Imagem: Ihor Bulyhin | Shutterstock) por Imagem: Ihor Bulyhin | Shutterstock Quantos minutos de caminhada são necessários? Segundo as diretrizes da AHA, o ideal é praticar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana, o que equivale a cerca de 20 minutos por dia. A boa notícia? Esses minutos não precisam ser contínuos – pequenas caminhadas ao longo do dia também contam. “Subir escadas, estacionar mais longe ou dar uma volta rápida no quarteirão já fazem diferença”, explica Gerald Jerome, cientista comportamental da Universidade Towson e autor do estudo, ao portal Very Well Health. O mais importante é criar consistência. Mesmo quem tem uma rotina agitada pode incluir esses hábitos sem grandes mudanças. Como a caminhada protege o coração? A caminhada regular oferece múltiplos benefícios para o sistema cardiovascular. Quando caminhamos, nosso coração trabalha de forma mais eficiente, bombeando sangue com maior facilidade para todo o corpo. Esse simples movimento ajuda a reduzir a pressão arterial, pois as artérias se tornam mais flexíveis com o exercício constante. Além disso, a atividade física moderada, como a caminhada, estimula a produção de colesterol HDL (o “bom colesterol”), que age limpando as artérias, enquanto reduz os níveis do LDL (colesterol “ruim”), responsável por placas que podem entupir os vasos sanguíneos. Outro benefício importante é o controle da inflamação crônica no organismo. Pesquisas mostram que pessoas que caminham regularmente têm menores níveis de marcadores inflamatórios no sangue, o que diminui o risco de desenvolver doenças como diabetes e problemas coronarianos. A caminhada também ajuda no controle do peso, outro fator crucial para a saúde cardíaca. E não podemos esquecer dos benefícios mentais: caminhar ao ar livre reduz significativamente os níveis de estresse, que é um conhecido fator de risco para problemas cardiovasculares. Hábitos extras para um coração mais forte Além da atividade física regular, existem outros cuidados essenciais para manter o coração saudável. Uma alimentação equilibrada rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras faz toda a diferença. É importante reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, que geralmente contêm excesso de açúcar, sódio e gorduras prejudiciais. Controlar o estresse através de técnicas como meditação, respiração profunda ou hobbies relaxantes também contribui para a saúde cardiovascular, já que o estresse crônico pode elevar a pressão arterial. Evitar vícios como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool é fundamental, pois essas substâncias danificam diretamente o sistema circulatório. Por fim, não podemos subestimar a importância dos check-ups regulares. Exames de rotina podem detectar precocemente problemas como hipertensão, colesterol alto ou diabetes, permitindo intervenções antes que se tornem graves. A combinação desses hábitos com a atividade física regular forma a base para um coração forte e saudável por muitos anos. Comece hoje mesmo Iniciar uma rotina mais saudável não precisa ser complicado nem exigir grandes mudanças de uma só vez. Pequenos ajustes no dia a dia já podem fazer uma diferença significativa. Que tal começar separando 10 minutos pela manhã e mais 10 à noite para uma caminhada leve? Trocar o elevador pelas escadas sempre que possível é outra maneira simples de incluir mais movimento na rotina. Para quem trabalha sentado, levantar-se a cada hora para alongar-se ou dar uma volta rápida pelo escritório já ajuda a quebrar longos períodos de inatividade. O importante é encontrar atividades que se encaixem naturalmente no seu estilo de vida e que você consiga manter a longo prazo. Lembre-se que qualquer progresso, por menor que pareça, é válido. Como afirmam os especialistas, nunca é tarde para começar a cuidar melhor do seu coração, e os benefícios podem ser percebidos em poucas semanas de prática consistente. O segredo está na constância, não na intensidade. Seu coração agradece cada pequeno passo em direção a uma vida mais saudável. Fonte: correio24horas

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Nem salmão, nem atum: o peixe barato e comum no Brasil rico em proteínas e ômega 3

Com muitos nutrientes, esta iguaria do mar acaba sofrendo preconceito por seu baixo custo, mas é opção saudável e em conta para sua dieta   Enquanto salmão e atum são frequentemente celebrados como os reis dos peixes saudáveis, existe uma opção mais acessível e igualmente nutritiva que muitas vezes passa despercebida. Rico em proteínas e ômega 3, este peixe comum no Brasil é uma excelente alternativa para quem busca saúde sem gastar muito. Em 100 gramas de sardinha, há aproximadamente 21 gramas de proteína. A sardinha é uma excelente fonte de proteína de alta qualidade. O peixe subestimado: a sardinha Sim, estamos falando da sardinha! Esse pequeno peixe, muitas vezes associado a latas e receitas simples, é um verdadeiro tesouro nutricional. Apesar do baixo custo e do preconceito que sofre, a sardinha oferece benefícios que rivalizam com os dos peixes mais caros. Benefícios da sardinha para a saúde A sardinha é uma das melhores fontes de nutrientes essenciais que você pode incluir em sua dieta. Confira seus principais benefícios: 1. Rica em ômega 3 A sardinha é carregada de ácidos graxos ômega 3, que são essenciais para a saúde do coração, redução da inflamação e melhora da função cerebral. Seu teor de ômega 3 é comparável ao do salmão, mas por uma fração do preço. 2. Fonte de proteína de alta qualidade Com alto teor de proteína magra, a sardinha ajuda na construção muscular, na saciedade e no bom funcionamento do organismo como um todo. 3. Cheia de vitaminas e minerais Ela é rica em vitamina D, cálcio (quando consumida com espinhas), ferro, selênio e vitaminas do complexo B, nutrientes essenciais para diversas funções corporais. 4. Baixo teor de mercúrio Por ser um peixe pequeno e no início da cadeia alimentar, a sardinha acumula menos toxinas como o mercúrio, ao contrário de peixes maiores como o atum. Como incluir mais sardinha na sua dieta A versatilidade da sardinha permite diversas preparações saborosas e saudáveis: Sardinha assada com temperos frescos Pasta de sardinha para torradas ou sanduíches Sardinha grelhada com legumes Moqueca de sardinha Sardinha enlatada em saladas (opção prática) Desmistificando o preconceito A associação da sardinha com comida “pobre” ou “inferior” é infundada do ponto de vista nutricional. Na verdade, muitos nutricionistas consideram a sardinha um dos peixes mais completos disponíveis. Seu baixo preço é uma vantagem, não um defeito, permitindo que mais pessoas tenham acesso a alimentos saudáveis. Da próxima vez que pensar em comprar peixe, lembre-se: a sardinha oferece benefícios comparáveis aos peixes caros, com a vantagem de caber no seu bolso. Sua saúde – e seu orçamento – agradecem!   Por Yuri Ferreira Fonte: revistaforum

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Fiocruz: vírus respiratórios permanecem em alta na maior parte do país

Novo boletim InfoGripe, divulgado nessa quinta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) permanecem em alta na maior parte do país. A análise mostra indícios de queda ou interrupção do crescimento dos casos associados à influenza A em estados das regiões centro-sul, Norte e Nordeste e dos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) nas três regiões. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o índice de casos positivos foi de 33,4% de influenza A, 1,1% de influenza B, 47,7% de vírus sincicial respiratório, 20,6% de rinovírus e 1,8% de Sars-CoV-2 (covid-19). Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus foi de 74,1% de influenza A, 1,3% de influenza B, 14,1% de vírus sincicial respiratório, 10,2% de rinovírus e 3,1% de Sars-CoV-2 (covid-19). A pesquisadora do InfoGripe Tatiana Portella diz que alguns estados ainda seguem com tendência de aumento de hospitalizações por SRAG – Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. Ela ressalta que os maiores responsáveis por esse aumento continuam sendo a influenza A e o sincicial respiratório. “Por isso, a gente reforça a importância da vacinação contra a influenza. O SUS [Serviço Único de Saúde] disponibiliza a vacina de graça para os grupos prioritários, então é fundamental que todos estejam vacinados. Mesmo que você já tenha tido gripe este ano, é importante se vacinar, já que a vacina protege contra os três principais tipos de vírus da influenza que infectam humanos”, recomenda a especialista. Tatiana Portella acrescenta que a influenza A segue como a principal causa de hospitalizações e óbitos por SRAG entre os idosos. Segundo ela, a incidência de SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas, estando associada principalmente ao VSR, seguido do rinovírus e da influenza A. A pesquisadora lembrou que se verifica a interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG por influenza A na população de jovens, adultos e idosos, em parte significativa das regiões centro-sul, Norte e em alguns estados do Nordeste. Além disso, os casos de SRAG associados à Influenza A continuam aumentando em alguns estados do Nordeste, do centro-sul e em Roraima. Estados Um total de 6, das 27 unidades da Federação, apresenta incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, são eles: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Pará, Rondônia e Roraima. As ocorrências de SRAG na população de jovens, adultos e idosos, associadas à influenza A, se mantêm altas, mas apresentam sinal de queda no Distrito Federal, Espírito Santo,em Goiás, Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, no Amazonas, Amapá, Pará, em Rondônia, no Tocantins, na Bahia, no Ceará, Maranhão e na Paraíba. No entanto, continuam aumentando em Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Mato Grosso, no Paraná e em Roraima. Fonte: Agência Brasil

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Alagoas registrou sete casos e duas mortes por meningite em 2025

Vacinação e higiene são as principais formas de evitar a doença Meningite pode ser evitada por meio da da vacinação A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta a população sobre a importância da prevenção contra a meningite, doença grave que, somente este ano, já teve sete casos confirmados em Alagoas, incluindo dois óbitos — um em Maceió e outro em Campo Alegre. Caracterizada pela inflamação das meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal), a meningite pode ter origem bacteriana, viral, fúngica, parasitária ou não infecciosa, sendo uma doença imunoprevenível, ou seja, que pode ser evitada por meio da vacinação e de cuidados simples de higiene. Para isso, é necessária a atualização do Cartão de Vacinação. Entre as vacinas destinadas a proteger contra a meningite está a BCG, que evita a meningite tuberculosa; a Pentavalente, que impede a Haemophilus influenzae tipo b (Hib); a Pneumocócica 10-Valente, destinada a evitar a meningite pneumocócica; a Meningocócica C Conjugada, que protege contra a Neisseria meningitidis sorogrupo C; e a Meningocócica ACWY Conjugada, que evitar a Neisseria meningitidis dos sorogrupos A, C, W e Y.   A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Meningite, Cindy Romão, salienta que todas as vacinas têm eficácia comprovada. “Além de proteger as pessoas de contrair as formas de meningite, elas evitam internações desnecessárias e óbitos”, frisou a especialista, que atua na Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau. Higiene Cyndi Romão lembrou também que é importante reforçar medidas de higiene pessoal para evitar a meningite. Entre as medidas mais importantes estão lavar as mãos com frequência e evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres. “Essas ações podem ajudar a prevenir a disseminação da meningite. Manter os ambientes sempre ventilados e evitar aglomerações de pessoas também são atitudes úteis para evitar a disseminação da doença, que é altamente contagiosa”, reforçou a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Meningite. Sintomas da doença Cindy Romão destacou que é preciso estar sempre atento aos principais sintomas da meningite, que são febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas e vômitos. “O diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento do quadro do paciente e, por isso, ao perceber os sintomas, é necessário procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação”, ressaltou. Conforme o último Panorama da Doença Meningocócica em Alagoas, referente à Semana Epidemiológica 23, que compreende o período de janeiro até a primeira quinzena de junho, Alagoas registrou sete casos confirmados da doença, sendo quatro do tipo B, um do tipo W e dois com o tipo não identificado. Dos sete casos confirmados, quatro foram diagnosticados em Maceió, um em Campo Alegre, um em Flexeiras e um em Arapiraca. Do total de casos confirmados, dois evoluíram para óbito, sendo um em Campo Alegre e um em Maceió. Fonte: ojornalextra

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Maceió promove Dia de Conscientização sobre doenças neuroimunológicas raras

Secom/Maceió AL Neste domingo, 6 de julho, a cidade de Maceió será palco de uma ação inédita de mobilização social e conscientização: o I Uniraros Day. O evento, promovido pelo Instituto Uniraros em parceria com a Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos (Semuc), acontecerá das 10h às 14h, em um dos pontos mais movimentados da capital alagoana — a Rua Aberta da Ponta Verde, na Avenida Sílvio Carlos Viana, nas proximidades do Palato. Com acesso gratuito, a programação foi pensada para acolher, informar e mobilizar toda a comunidade. O foco da ação são as doenças raras neuroimunológicas, como a Esclerose Múltipla, Neuromielite Óptica e a doença Anti-MOG, que afetam milhares de brasileiros, muitas vezes levando à perda de autonomia física, impactos emocionais e exclusão social. Por serem raras e pouco conhecidas, essas doenças ainda enfrentam muitos desafios, como o diagnóstico tardio e o preconceito. O Uniraros Day nasce como um espaço de visibilidade para essas realidades invisibilizadas. O evento busca quebrar o silêncio e o estigma em torno das doenças raras, oferecendo informações acessíveis à população, fortalecendo redes de apoio e incentivando a empatia. A programação contará com palestras educativas, abordando temas como a importância do diagnóstico precoce, os impactos do uso contínuo de medicamentos (polifarmácia) e o cuidado com a saúde mental dos pacientes e familiares. Além do conteúdo informativo, o Uniraros Day também traz um conjunto de ações voltadas ao bem-estar e à inclusão, como ginástica laboral adaptada, sessões de massoterapia, um circuito de saúde com orientações e atendimentos, cadastramento para acesso a serviços públicos, sorteio de brindes, entrevistas com especialistas e apresentações culturais. Entre as atrações estão o grupo de dança Circuito Cigano, do Studio Mandala, e o músico Márcio Cardoso, com o show especial “Raros é Vida”. Fundado em 2024 por Priscylla Nolasco, Maria Lúcia Albuquerque e um grupo de pacientes alagoanos, o Instituto Uniraros surgiu da necessidade urgente de criar espaços de escuta, acolhimento e articulação política em prol das pessoas afetadas por doenças neuroimunológicas. O instituto atua para combater o preconceito, ampliar o acesso à informação e fomentar políticas públicas específicas. A realização do Uniraros Day representa mais do que um evento: é um ato de resistência, coragem e solidariedade. Ele propõe à sociedade um novo olhar sobre a inclusão e a saúde pública, convidando todos a se tornarem aliados na luta pelos direitos das pessoas com doenças raras. O evento também está alinhado com as políticas de saúde da Prefeitura de Maceió e integra um conjunto de ações de promoção da cidadania, marcando um momento histórico para a visibilidade dessas condições de saúde na capital alagoana. Mais do que números, os mais de 80 mil brasileiros afetados por doenças neuroimunológicas são histórias de superação que merecem ser conhecidas, compreendidas e respeitadas. E é justamente isso que o Uniraros Day se propõe a fazer: dar voz aos invisíveis e transformar informação em empatia e ação coletiva. Redação ANH/AL

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Receita retida: entenda como fica a venda de canetas emagrecedoras

Categoria inclui medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Farmácias e drogarias de todo o país passaram a reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A categoria inclui medicamentos como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias depois. Com a mudança, a prescrição dos medicamentos passou a ser feita em duas vias e a venda só pode ocorrer com a retenção da receita nas farmácias e drogarias, assim como acontece com antibióticos. A validade das receitas médicas de canetas emagrecedoras, segundo a Anvisa, é de até 90 dias a partir da data de emissão, período durante o qual o pedido pode ser utilizado pelo paciente. Farmácias e drogarias, por sua vez, devem incluir, no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados, a escrituração da movimentação de compra e venda dos medicamentos. Off label Ainda de acordo com a Anvisa, a mudança não altera o direito do profissional médico de prescrever canetas emagrecedoras para finalidades diferentes das descritas na bula – prática conhecida como uso off label. “É uma decisão tomada com responsabilidade pelo médico e sempre com o devido esclarecimento ao paciente, garantindo que ele esteja bem-informado sobre o procedimento”, informou a agência. Uso indiscriminado A retenção do receituário de canetas emagrecedoras já era defendida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, pela Sociedade Brasileira de Diabetes e pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Em nota aberta, as entidades citam que o uso indiscriminado desse tipo desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento. “A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém não a retenção da mesma pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento. Versões manipuladas Em fevereiro, as entidades divulgaram outra nota na qual alertam sobre “graves riscos” associados ao uso de medicamentos injetáveis de origem alternativa ou manipulados para tratar obesidade e diabetes. “Medicamentos biológicos, como a semaglutida e a tirzepatida, exigem processos rigorosos de fabricação para assegurar que o organismo utilize e metabolize a substância de forma eficaz e segura. Essas moléculas são administradas por injeções subcutâneas, o que demanda padrões rigorosos de esterilidade e estabilidade térmica.” O uso de versões alternativas ou manipuladas, segundo a nota, figura como “prática crescente, preocupante e perigosa” e carece de bases científicas e regulatórias que garantam eficácia, segurança, pureza e estabilidade do produto, “expondo os usuários a sérios riscos à saúde, pois não passam pelos testes de bioequivalência necessários, tornando impossível prever seus efeitos no corpo humano”. Dentre as recomendações que constam na nota está: – que profissionais de saúde não prescrevam semaglutida ou tirzepatida alternativas ou manipuladas. “Apenas utilizem medicamentos aprovados por agências reguladoras, com fabricação industrial certificada e vendidos em farmácias”; – que pacientes rejeitem tratamentos que incluam versões alternativas ou manipuladas dessas moléculas – incluindo vendas diretas em sites, aplicativos ou em consultórios – e busquem alternativas aprovadas pela Anvisa; – que órgãos reguladores e fiscalizadores, em especial a Anvisa e os conselhos de medicina, intensifiquem ações de fiscalização sobre todas as empresas e pessoas envolvidas na prática. Fonte: portaldealagoas

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Esgotamento mental no meio do ano é o maior vilão da sua energia

Burnout – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy Entenda os sinais e como proteger sua saúde mental no meio do ano.   Com a chegada do meio do ano, muitas pessoas começam a sentir o peso acumulado das demandas profissionais e pessoais. O chamado burnout de meio de ano é um fenômeno que pode afetar trabalhadores de diferentes áreas, manifestando-se de maneira sutil e, muitas vezes, silenciosa. Reconhecer os primeiros sinais é fundamental para evitar consequências mais graves à saúde mental e ao desempenho no trabalho. O esgotamento não surge de uma hora para outra. Geralmente, ele se desenvolve ao longo dos meses, impulsionado por pressões constantes, prazos apertados e a sensação de não conseguir dar conta de todas as responsabilidades. Por isso, identificar os sintomas ainda no início pode ser o diferencial para buscar apoio e retomar o equilíbrio. O que caracteriza o burnout de meio de ano? O burnout, especialmente nesta época do ano, costuma ser marcado por um cansaço intenso, falta de motivação e queda na produtividade. Esses sintomas podem ser confundidos com simples desânimo ou fadiga passageira, mas, quando persistem, indicam que algo mais sério está acontecendo. O meio do ano é um período crítico porque muitas metas e projetos acumulam-se, aumentando a pressão sobre os profissionais. Além do esgotamento físico, o burnout de meio de ano pode trazer impactos emocionais, como irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de fracasso. Em alguns casos, a pessoa pode começar a se afastar de colegas e familiares, preferindo o isolamento. Esses sinais, embora discretos, merecem atenção redobrada para evitar agravamentos. Quais são os sinais silenciosos da síndrome? Os sintomas do burnout nem sempre são evidentes. Entre os sinais silenciosos mais comuns estão pequenas mudanças de comportamento, como atrasos frequentes, esquecimentos e procrastinação. O trabalhador pode passar a evitar reuniões, sentir-se constantemente sobrecarregado e perder o interesse por atividades que antes eram prazerosas. Outros indícios incluem alterações no sono, como insônia ou sono excessivo, além de dores de cabeça recorrentes e problemas gastrointestinais. Esses sintomas físicos, muitas vezes, são ignorados ou atribuídos a outras causas, mas podem estar diretamente ligados ao esgotamento mental. Por isso, é importante observar o próprio corpo e buscar ajuda quando necessário. Síndrome de Burnout – Créditos: depositphotos.com / grinvalds Como diferenciar a síndrome do cansaço comum? Enquanto o cansaço comum tende a desaparecer após um período de descanso, o burnout persiste mesmo após finais de semana ou férias curtas. A sensação de exaustão é contínua e não melhora com pequenas pausas. Outro ponto importante é a presença de sentimentos de desesperança e distanciamento emocional, que não costumam estar presentes em quadros de fadiga passageira. Além disso, o burnout de meio de ano pode afetar diretamente a autoestima e a percepção de competência profissional. A pessoa começa a duvidar de suas habilidades e pode sentir-se incapaz de realizar tarefas simples. Quando esses sintomas se tornam frequentes, é fundamental procurar orientação especializada para evitar complicações maiores. Quais atitudes ajudam a prevenir o burnout de meio de ano? Adotar medidas preventivas pode fazer toda a diferença para manter o equilíbrio durante o ano. Entre as principais recomendações estão a organização da rotina, definição de prioridades e estabelecimento de limites claros entre trabalho e vida pessoal. Reservar momentos para lazer e descanso também é essencial para recarregar as energias. Outra estratégia importante é o diálogo aberto com líderes e colegas de equipe sobre as dificuldades enfrentadas. Buscar apoio psicológico, quando necessário, pode auxiliar no desenvolvimento de ferramentas para lidar com o estresse. A atenção aos sinais silenciosos do burnout de meio de ano é um passo importante para preservar a saúde mental e garantir uma trajetória profissional mais saudável. Fonte: O antagonista

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Casos graves de gripe e vírus respiratórios disparam e Fiocruz liga alerta para Alagoas

Fiocruz: Influenza lidera internações no país – Tony Winston / Agência Brasília Por Agência Fiocruz   O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz destaca que 18 das 27 unidades da Federação apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento. As hospitalizações por SRAG nas crianças pequenas, associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) seguem aumentando em diversos estados das regiões Centro-Sul, Nordeste e Norte. A capital Maceió e o estado de Alagoas continuam com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.   No entanto, a análise aponta que já é possível observar um sinal de interrupção do crescimento ou início de queda dessas internações em estados do Centro-Oeste e do Sudeste e em alguns do Norte e Nordeste.   Na outra ponta, a influenza A se mantém como principal causa de internações de jovens, adultos e idosos, com maior incidência e mortalidade entre a população idosa. A atualização mostra também que em alguns estados do Centro-Oeste e Sudeste, além do Tocantins, os casos de SRAG começaram a cair. No entanto, o número de hospitalizações ainda permanece alto. A análise é referente à Semana epidemiológica 24, de 8 a 14 de junho.   Diante deste contexto, a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, reforça a importância da vacinação.   “É muito importante que pessoas dos grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, que ainda não tomaram a vacina, procurem um posto de saúde para se vacinar o quanto antes, já que esse grupo tem maior risco de agravamento e hospitalização”, alerta.   No agregado nacional, o estudo verificou indícios de aumento de SRAG na tendência de longo prazo e de estabilidade ou oscilação no curto prazo. Esse quadro está relacionado à manutenção do crescimento dos casos de SRAG por influenza A e VSR em muitos estados do país, porém com sinal de desaceleração ou queda em algumas localidades.   Estados   Um total de 18 das 27 UFs apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 24: Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.   Os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal também apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco, mas já com tendência de queda nas últimas semanas, refletindo um início da diminuição das hospitalizações associadas à influenza A e VSR.   Capitais   Na presente atualização, observa-se que 14 das 27 capitais apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana 24: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).   Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 39,2% de influenza A, 0,8% de influenza B, 45% de vírus sincicial respiratório, 17,7% de rinovírus e 1,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 74,6% de influenza A, 0,8% de influenza B, 13% de vírus sincicial respiratório, 9,7% de rinovírus e 4,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19).   Ano epidemiológico   No ano epidemiológico 2025 já foram notificados 103.108 casos de SRAG, sendo 52.853 (51,3%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 35.048 (34%) negativos e ao menos 8.272 (8%) aguardando resultado laboratorial. Dados de positividade para semanas recentes estão sujeitos a grandes alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.   Entre os casos positivos do ano corrente, observou-se 25,7% de influenza A, 1,1% de influenza B, 45,3% de vírus sincicial respiratório, 22,1% de rinovírus e 9,1% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 39,2% de influenza A, 0,8% de influenza B, 45% de vírus sincicial respiratório, 17,7% de rinovírus, e 1,6% de Sars-CoV-2.   A incidência e mortalidade semanal média nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG apresenta maior impacto nas crianças pequenas, enquanto na análise de mortalidade, as crianças pequenas e os idosos apresentam os maiores valores.

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