Cidadania Alagoas

Carro capota em acidente no bairro da Ponta Verde, em Maceió

Foto: Reprodução/Rede Social Um acidente no cruzamento entre a Avenida Deputado José Lages e a Avenida José Júlio Sawer, no bairro de Ponta Verde, parte baixa de Maceió, resultou no capotamento de um carro na tarde desta terça-feira (15). Até o momento há informações sobre uma vítima do sexo feminino, mas o estado de saúde dela não foi divulgado. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, uma equipe de militares foi acionada para o resgate de feridos, mas ainda sem precisar a quantidade de pessoas que necessitaram de atendimento. A ocorrência foi registrada na corporação como colisão entre dois carros. Imagens compartilhadas na internet mostram que um dos veículos ficou com o teto junto ao asfalto após o capotamento. A dinâmica da colisão ainda é desconhecida. Uma equipe da DMTT deve ser enviada ao local para o controle do trânsito. Por: ANH/AL

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Maior parte do país já teve energia elétrica restabelecida após falha no Sistema Nacional

Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que 6 horas após o início da interrupção de energia em grande parte do país, a maior parte dos 16 mil megawatts (MW) que haviam sido interrompidos por volta das 8h30 da manhã desta terça-feira (15) já foi restabelecida. Conforme a ONS, ao todo foram recompostos 13,5 MW, até as 12h25. As regiões Norte e Nordeste são as que ainda não estão com toda a carga recomposta, com 55% e 81% respectivamente. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a carga foi recomposta integralmente, assim como em todas as capitais. Segundo o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, a resposta do Ministério de Minas e Energia foi rápida e efetiva. “Eu fiquei sabendo logo em seguida, às 8h30 da manhã, e as providências foram tomadas rapidamente”, disse. Por: ANH/Redação

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TRE de Roraima cassa o mandato do governador Antonio Denarium por distribuição de cestas básicas

Foto: Marcelo Camargo Antonio Denarium (PP), o governador de Roraima, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), na última segunda-feira (14), por distribuição de cestas básicas no período eleitoral de 2022. Ele está no segundo mandato. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — com isso, ele permanece no cargo até a decisão superior. Em nota, Denarium disse que está com “a consciência tranquila de que fiz o correto pelo bem do nosso povo. As ações realizadas pelo nosso governo sempre tiveram objetivo de ajudar quem mais precisa”. O governo do estado informou que o governador recorrerá da decisão. A cassação foi decidida pelo voto da presidente do TRE-RR, desembargadora Elaine Bianchi. Ao votar para que Denarium perdesse o mandato, ela determinou que ele deverá deixar o cargo para realização de novas eleições assim que for publicado o acórdão do julgamento. Por: ANH/Redação

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Rafael Tenório detona time do CSA e afirma que irá renunciar seu cargo na presidência

Foto: Denison Roma/GloboEsporte.com Após o jogo do CSA contra o Botafogo-PB, no empate por 1 a 1, no Estádio Rei Pelé, o presidente do Azulão, Rafael Tenório, disse em entrevista, que irá renunciar o cargo na presidência maruja e ainda afirmou que o time é medíocre. Ao ser questionado se acredita ainda numa reação do time, nos dois jogos que ainda restam, para conseguir a classificação à próxima fase do Terceirona, ele disse: “Não (acredito). O CSA encerrou a participação dele na Série C, na pretensão de acesso. Vou conversar agora com os jogadores e vou renunciar oficialmente a minha presidência do CSA”. Também ao ser questionado sobre o porquê do desejo de renunciar, ele afirmou: “Eu não admito caminhar com perdedor, o time é medíocre! E eu não vou destruir toda uma história que eu construí dentro do CSA, quando foi destruído em dezembro de 2021, quando não renovaram o meu mandato. Vou agora comunicar agora aos jogadores (a renúncia). Para mim não dá mais”. E encerrou: “É um time medíocre, simplesmente medíocre. Não tenho mais a menor condição de continuar sendo presidente do CSA”. Por: ANH/AL

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Via, dona das Casas Bahia, planeja fechar até 100 lojas e demitir 6 mil funcionários até dezembro

Foto: Divulgação/Casas Bahia A Via, dona das Casas Bahia e do Ponto, anunciou na última quinta-feira (10), um novo plano de negócios que inclui a redução de até R$ 1 bilhão em estoques neste ano e uma alteração na forma de captação para financiar o crediário. Além disso, prevê o fechamento de 50 a 100 lojas até dezembro deste ano e a demissão de 6.000 funcionários. A reestruturação dos negócios vem somada aos resultados do segundo trimestre de 2023 da companhia, que teve um prejuízo líquido de R$ 492 milhões. O resultado reverte o lucro de R$ 6 milhões apresentado no mesmo período de 2022. Em conferência com analistas nesta sexta-feira (11), o presidente da Via, Renato Horta Franklin, afirmou que espera capturar a partir de dezembro quase a totalidade dos benefícios de seu novo plano de negócios. Segundo Franklin, a previsão não inclui a migração do financiamento do crediário para Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), que exigirá mais tempo, afirmou. Por: ANH/Redação

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Pais que lutam: eles combatem racismo e se multiplicam em amor

Arquivo Pessoal Compromisso é tratar diversidade de forma natural, sem preconceitos Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 13/08/2023 – 07:50 Por Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil – Brasília ouvir: 12/08/2023, Três pais, um filho: Pedro aprende sobre respeito e diversidade dentro da própria casa – Foto- Arquivo Pessoal “Do Leme ao Pontal, não há nada igual…”. Foi à beira do mar, no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro, cantada pelos versos de Tim Maia, que a história de uma família recomeça. Foi lá, há cerca de 10 anos, que Juliano Almeida expressou para o marido, Roberto Jardim, sobre o maior sonho: ser pai. Um grande amigo de longa data, Ricardo Souza, que é solteiro, também se sensibilizou com as palavras de Juliano, e resolveu ajudar intensamente na procura e nos trâmites da adoção de um menino. O sonho na beira da praia responde hoje como uma realidade. Pedro tem oito anos, é negro e chama os três homens de “pai”. Uma história de proteção multiplicada e, como todo amor, não há igual… Aliás, desde cedo, o menino ouviu em casa que ninguém é igual. “Alguém comentou na escola que ele era adotado e ele veio perguntar para a gente. Ele lida de uma forma muito tranquila porque a criança entende como natural”, afirma Juliano, de 50 anos, que é produtor cultural. Para os adultos, uma transformação em andamento. “Ser pai é uma oportunidade que a pessoa tem para se tornar um melhor ser humano”, entende o marido Roberto, que trabalha como contador. “É uma mistura de sensações. Ao mesmo tempo que é um amor que não tem como medir, é uma preocupação diária que dividimos”, avalia o amigo, Ricardo, de 49, estilista, que está morando na cidade de Cabo Frio, a 200 km da capital fluminense. Juliano recorda que foi despertado também para ser pai ao observar e sofrer diante das injustiças como a fome e abandono nas ruas. Ele, o marido e o amigo multiplicam-se também entre eles para equilibrar amor e limites no processo de educação. Os três buscam, na medida do possível, agendar eventos e até viagens para os quatro estarem juntos. Um compromisso deles na criação do menino é tratar a diversidade de forma natural e ser contra toda forma de preconceito. “Ele ainda não passou por episódio de racismo. A gente traz para ele a naturalidade da pluralidade de cor de pele, de sexo e de religiões”. “Ele me procurou para falar de racismo” Nesse caminho, o sociólogo Helton Souto, presidente do Instituto Dacor (Ong de combate ao racismo), entende que é possível tratar de temas como o preconceito racial de uma forma natural com a criança, a fim de que ela se sinta empoderada para perguntar o que quiser. Como pai de Augusto, de 7 anos, um menino negro, como ele, Souto entende que falar de racismo é desafiador a qualquer momento, mas necessário. Ele, a mãe, que é branca, e o filho vivem em São Paulo (SP). “A valorização da identidade e da autoestima é bastante Importante. Às vezes, uma criança negra vai ter que lidar com manifestação de racismo de uma forma muito crua”. O pesquisador lida com esse tema em casa. “É preciso fortalecer essa identidade e a oportunidade de falar sobre isso. Meu filho viveu uma situação racista na escola. Falaram do cabelo dele. Ele chegou em casa sem entender. Ele puxou esse assunto e conversei com ele”. Desde então, o garoto encontra no pai um ouvido atento para eventuais surpresas e dúvidas sobre tudo o que é incompreensível. A experiência fez com que os pais do menino procurassem a escola para conversar, o que foi uma oportunidade de uma aproximação contra o racismo. A forma natural de falar sobre preconceito acaba sendo tratada até quando vão jogar videogame e não encontrarem um personagem de pele e cabelo semelhante aos do pai e filho. “Eu não vou dar aula sobre identidade racial para meu filho. A vivência é o melhor caminho”. O pai fica orgulhoso do filho, que mesmo tão cedo questiona por que ainda tem tanta gente em situação de rua. Conversa enquanto brinca 12/08/2023 – Anderson Rosa conversa sempre com a filha, Liah, sobre diversidade. Foto: Anderson Rosa/Arquivo Pai de uma menina de cinco anos de idade, Liah, o professor de educação física Anderson Rosa, de 36, morador de Brasília, tem a parceria da esposa, Lélia Charliane, que é professora de história.  “A gente divide todas as tarefas. Não existe essa coisa de tarefa de homem e tarefa de mulher. Com a minha filha, a gente brinca de tudo. A gente sempre está conversando”. O pai pergunta como é que foi o dia dela. E cada dia tem uma novidade. Um dos temas é a conversa sobre a diversidade da cor de pele. “A gente procura falar para ela o tempo todo essa questão de ela ser negra. Criamos ela para ser empoderada mesmo”. Foi a esposa, diretamente, e a filha, pela presença, que o professor entendeu que é necessário se defender dos preconceitos. “A gente tem conversado com ela desde pequena. Conseguimos mostrar para ela de uma forma natural”. Inspirações 12/08/2023, Hugo Teles, pai de Camila e João, afirma que adoção e racismo não são tabus dentro de casa. Foto: Arquivo Pessoal Por falar em experiência forte, a história de paternidade do advogado Hugo Teles, de 44 anos, é inspiradora. Pai de João, de 13 anos, e de Camila, de 12, ele se preparou para a paternidade, a grande experiência de sua vida. Ele e a esposa, Karina, adotaram os amores da vida quando eram bebês. Tudo foi tão transformador para ele que se tornou voluntário em um grupo de apoio à adoção. Quando criança, ele teve um câncer linfático e, depois, descobriu que era estéril. “Optamos pelo caminho da adoção. Nessa caminhada, eu construí a minha a minha ideia do que seria um pai antes dos meninos chegarem”. Ele e a esposa começaram a frequentar grupos de apoio e discussão

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Flamengo e São Paulo duelam no Brasileiro, pensando na Copa do Brasil

Alexandre Vidal/Flamengo/Direitos Reservados Jogo será transmitido ao vivo na Rádio Nacional a partir das 18h30 Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 13/08/2023 – 07:00 Por Agência Brasil – Rio de Janeiro ouvir: O Flamengo encara o São Paulo no Maracanã neste domingo (13) pelo Campeonato Brasileiro, três dias após ter sido eliminado nas quartas de final da Copa Libertadores. Já o Tricolor paulista, chega a campo motivado, após avançar às quartas da Sul-Americana na última quinta-feira (17). Além das realidades distintas, ambos os clubes vivem a expectativa das semifinais da Copa do Brasil na próxima quarta (16), O confronto de hoje é válido pela 19ª rodada, que encerra o primeiro turno do Brasileirão. A partida, às 18h30 (horário de Brasília), terá transmissão ao vivo na Rádio Nacional, com narração de  André Luiz Mendes, comentários de Mário Silva, reportagem de Rodrigo Campos e plantão de notícias com  Bruno Mendes. Entre os primeiros colocados na tabela, o Rubro-Negro soma 31 pontos, 13 a menos que o líder Botafogo. Além da derrota para o Olimpia (Paraguai) no torneio continental, por 3 a 1, o time carioca também tropeçou na última rodada do Brasileiro, quando perdeu para o Cuiabá por 3 a 0. Na quarta (16), o Fla volta ao Maracanã para decidir contra o Grêmo a vaga na final da Copa do Brasil – a equipe venceu o jogo de ida por 2 a 0. O técnico argentino Jorge Sampaoli só anunciará a lista de relacionados algumas horas antes da partida. A expectativa é de que o treinador poupe Filipe Luís e  Everton Ribeiro e acione Ayrton Lucas e Victor Hugo, respectivamente. O São Paulo, comandado pelo técnico Dorival Júnior, deve jogar hoje com um time misto, pois na próxima quarta (16) precisa bater o Corinthians por dois gols de diferença para avançar à final da Copa do Brasil. A novidade hoje pode ser a estreia do novo reforço, o meia-colombiano James Rodriguez, ex-Olympiacos (Grécia). O Tricolor está no meio da tabela do Brasileirão, com 26 pontos, e não vence há três jogos.  No último deles, perdeu no Morumbi para o Atlético-MG por 2 a 0. Edição: Cláudia Soares Rodrigues Fonte: Agência Brasil

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Exposição no Complexo da Maré destaca estética dos bailes de favela

Thais Valencio/ Divulgação Trabalhos são de artistas que vivem em comunidades periféricas do Rio Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 12/08/2023 – 17:40 Por Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro ouvir: Bailes de favela são o tema da exposição Pista Ritmo Fluxo, que estreia hoje (12) no Galpão Bela Maré, espaço cultural na favela Nova Holanda, Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A mostra apresenta pinturas, fotografias e instalações produzidas por artistas de comunidades periféricas do Rio de Janeiro. A iniciativa é coordenada pelo Observatório de Favelas, organização da sociedade civil que defende políticas públicas e direitos às populações de favelas. Durante três meses, os artistas participaram de uma residência-formativa na Escola Livre de Artes (ELÃ). Nos encontros, eles estudaram a estética dos bailes, com ênfase nos aspectos culturais e políticos. Nesse período, foi prepara e montada a exposição. E o público em geral teve a oportunidade de participar de uma Aula Baile aberta. 12/08/2023, Exposição no Complexo da Maré destaca estética dos bailes de favela. Foto: Thais Valencio/ Divulgação – Thais Valencio/ Divulgação Os artistas residentes que expõem trabalhos nessa edição do projeto são: Agatha Maria, Aline Peres, Bruno Lyfe, Ciana, Guilherme Kid, Idra Maria, Joelington Rios, Malvo, Mapô, Mayra, Melissa de Oliveira, Myllena Araujo, Preta QueenB Rull, Roberta Holiday e Tainan Cabral. Todos de origem favelada e periférica. A curadoria da exposição é de Jean Carlos Azuos. A parte pedagógica ficou sob responsabilidade da coordenadora Natália Nichols. Ela destacou a importância do intercâmbio cultural entre os participantes e da diversidade de experiências artísticas. “A mostra celebra essa cena artística que nasce com o desejo de exaltar referências culturais que vem das favelas e periferias. Será possível ver trabalhos em diversos suportes e influências como pintura, fotografia e instalação. A exposição é fruto desta experiência artístico-pedagógica e também foi pensada coletivamente pelo grupo”, disse Natália Nichols. No evento de lançamento da exposição, se apresentam a multiartista e pesquisadora de som Ciana, com participações de Preta QueenB Rull (cantor, compositor, ator, criador de conteúdos e drag queen) e Mother Idra Maria (performer, figurinista e artista cênica). Elas vão trazer um pouco da cultura ballroom, bailes voltados tradicionalmente para a população afro-americana e latina LGBTQ+. Também estão previstas participações dos DJ Glau e DJ Onírica, e do Batekoo DJ Set (movimento de artistas negros, periféricos e LGBTQ+). A Escola Livre de Artes (ELÃ) existe desde 2019 e tem apoio do Ministério da Cultura. E conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, Itaú Unibanco e White Martins, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Serviço Exposição Coletiva PISTA RITMO FLUXO Local: Galpão Bela Maré. Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré, Rio de Janeiro – RJ. Abertura: Dia 12/08, a partir das 15h Visitação: Até 14/10, de terça-feira a sábados, das 10h às 18h Entrada gratuita Edição: Aécio Amado Fonte: Agência brasil

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Indígenas apresentam cultura e bandeiras de luta em feira no Rio

Fernando Frazão/Agência Brasil Pelo menos 25 etnias de várias regiões do Brasil participam de evento Share on WhatsApp Share on Facebook Share on Twitter Share on Linkedin Publicado em 12/08/2023 – 18:34 Por Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro ouvir: A barraca de Tereza Arapium – artesã e militante indígena – tem cestos, chapéus e uma série de itens decorativos feitos a partir de materiais encontrados na natureza. Mais precisamente nos arredores da Aldeia Andirá, às margens do Rio Arapiuns, na Amazônia paraense. Folhas do tucumã, um tipo de palmeira, viram a palha que é a base do artesanato. As cores e os grafismos são feitos com tintas obtidas em frutas como o jenipapo e o urucum. O artesanato chama a atenção pela beleza e pela sustentabilidade, uma vez que não tem nenhum produto químico e a colheita da matéria-prima respeita os ciclos naturais. Por trás de todo esse trabalho, também há uma sabedoria ancestral, de mais de 200 anos, que ajuda a divulgar as bandeiras de luta do povo indígena. “Não se trata aqui só de vender o artesanato do meu povo, mas de tornar mais conhecida a cultura das mulheres indígenas da floresta que são invisibilizadas. Que vivem em lugares onde as políticas públicas não chegam. Isso aqui é uma fonte de renda, que elas usam para sustentar a família. A arte é uma forma de falar da devastação ambiental e da Amazônia. Quando alguém desmata a floresta, destrói toda essa matéria-prima. E destrói a nossa cultura. E um povo sem cultura, é um povo sem história”, disse Tereza Arapium. Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 – Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil Outros representantes de povos indígenas também apresentam elementos da cultura e as principais bandeiras de luta na feira que ocorre neste sábado (12) e amanhã (13) no Parque Lage, no Jardim Botânico, bairro da zona sul do Rio de Janeiro. O evento é parte das celebrações pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas, cuja data oficial foi 9 de agosto. É organizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), com o apoio institucional da EAV Escola de Artes Visuais e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. A estimativa é que participam mais de 350 indígenas de pelo menos 25 etnias de todo o Brasil. São elas: Guarani, Pataxó, Puri, Fulni-ô, Tukano, Kaingang, Guajajara, Ashaninka, Tikuna, Tupinambá, Baniwa, Waurá, Kamayurá, Kayapó, Mehinako, Pankararu, Kariri-Xocó, Karajá, Potiguara, Sateré Mawé, Bororo, Kadiwéu, Kambeba, Ananbé, Kichua e Goitacá. Além do artesanato, há espaço para cânticos e danças tradicionais, narração de histórias, pintura corporal do público, rodas de conversa e debates. Marize Guarani, que é a coordenadora do evento, explica que existe um propósito para além do comércio e das apresentações culturais. A feira assume também uma função pedagógica e ajuda a mobilizar pessoas de outras etnias para as causas indígenas. “Nosso principal objetivo sempre foi descontruir os estereótipos. Somos pluriétnicos e multiculturais. Estamos aqui lutando para que as pessoas entendam que merecemos respeito. Temos nossas tecnologias e nossos saberes como qualquer outro povo. Mas continuamos sendo vistos como povos que vivem isolados na aldeia. Quando chamamos as pessoas nessas feiras, é para que estejam conosco, valorizem a nossa cultura e lutem junto conosco. Porque lutamos pela floresta, pelos animais, por tudo aquilo que é fundamental para a humanidade e o planeta”, diz Marize Guarani, que também é presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã e professora de História. Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 – Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil O cacique Arassari Pataxó, líder indígena da Aldeia Tatuí Pataxó, no sul da Bahia, reforçou a necessidade de diálogo com a população dos espaços urbanos. Ele participou dos conflitos na Aldeia Maracanã em 2013, quando forças do estado fizeram uma reintegração de posse violenta do terreno contra ocupantes indígenas. Parte do grupo deixou o local e outra permanece até hoje. O governo estadual prometeu restaurar o prédio e criar um Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas, mas o projeto ainda não saiu do papel. Segundo Arassari, o engajamento da população com as causas indígenas vai aumentar à medida que haja mais trocas de conhecimento. “Nossas principais riquezas são a nossa tradição e a nossa cultura. Se perdermos isso, nós não seremos ninguém. E a sociedade brasileira, especialmente a carioca, perdeu o convívio com os nativos do Brasil”, disse o cacique. “Mudamos um pouco a nossa estratégia de luta. Queremos investir mais em práticas pedagógicas. Além de trazer visibilidade para os povos originários, apresentar conhecimentos e descolonizar toda uma história mal contada e as mentiras impregnadas na sociedade sobre os povos indígenas”. Serviço Evento: Dia Internacional dos Povos Indígenas 2023 Local: Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414. Rio de Janeiro Data: 12 e 13 de agosto Horário: das 9h às 17h30 Entrada gratuita Edição: Aécio Amado

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Diesel pode faltar em postos de Alagoas após distribuidoras restringirem venda de combustível

Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão A nova política de valores da Petrobras e a defasagem do preço dos combustíveis podem dificultar o abastecimento do diesel em Alagoas e em outros 20 estados. Conforme cálculos do setor, divulgado primeiramente no site Estadão, a defasagem do preço dos combustíveis chegou a 26%, tornando a importação do produto inviável para as distribuidoras e limitando a venda do diesel para o mercado interno. Segundo informações, algumas distribuidoras começaram a colocar restrições na venda de diesel e o combustível pode faltar para o consumidor alagoano. O diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, descartou, em entrevista ao jornal Valor Econômico, qualquer problema de abastecimento de diesel, principalmente o S10, no País. Segundo o executivo, os volumes importados para agosto já foram fechados e, no momento, está sendo planejada a importação de setembro. “Não há risco de desabastecimento, não trabalhamos com esse cenário”, disse Schlosser. Por: ANH/AL

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