Cidadania Alagoas

Indicadores estaduais puxam para baixo desempenho de Maceió no IPS Brasil

Foto: Reprodução

Segurança Pública e Rede Estadual de Educação colocam a capital entre as piores do Nordeste

 

O Índice de Progresso Social (IPS Brasil), divulgado em maio deste ano, revelou avanços de Maceió em áreas diretamente ligadas a serviços urbanos, qualidade de vida da população e necessidades humanas básicas. O indicador mostrou a cidade acima da média regional na cobertura vacinal de Poliomielite e com queda em hospitalizações na Atenção Primária. Paralelamente, a pesquisa apontou desafios enfrentados pela capital alagoana em áreas de responsabilidade majoritária do Governo do Estado, como Segurança Pública e a rede estadual de Educação.

No eixo de oportunidades e inclusão social, Maceió registrou índice de 56,62 no que se refere à quantidade de famílias em situação de rua. A média das demais capitais nordestinas, para este mesmo indicador, ficou em 83,64. Segundo o economista Arnóbio Cavalcante, o resultado positivo pode estar relacionado a um conjunto de ações públicas nas áreas de assistência social e programas de acesso à habitação nos últimos anos pela Prefeitura de Maceió.

O levantamento mostrou ainda um resultado acima da média regional no indicador relacionado a praças e parques em áreas urbanas. Maceió alcançou índice de 0,29, acima da média das capitais nordestinas, de 0,27. Da mesma forma, o acesso à cultura, lazer e esporte registrou índice 11, o maior entre as capitais do Nordeste, cuja média ficou em 10,11.

Outro indicador de destaque foi relacionado à saúde e bem-estar. Maceió apresentou a menor taxa de suicídios entre as capitais nordestinas, com índice de 5,19, abaixo da média regional de 5,82. A cidade também mostrou desempenho superior no indicador de resposta a processos previdenciários, com índice de 1.101,1, acima da média regional de 968,57. E em programas de direitos humanos, a capital alcançou pontuação 9, enquanto as demais capitais nordestinas registraram média de 6,67.

“Os indicadores positivos revelam um reflexo direto dos investimentos realizados pelo município nos últimos anos, especialmente em urbanização, ocupação de espaços públicos, inclusão social e acesso a serviços. São áreas em que a prefeitura tem capacidade de atuação mais imediata e onde os resultados acabam aparecendo de forma mais rápida nos levantamentos sociais”, afirmou o professor e economista Arnóbio Cavalcanti.

Por outro lado, os indicadores que mais impactaram negativamente o desempenho geral da capital estão concentrados em áreas historicamente ligadas à atuação do Estado, especialmente Segurança Pública e a Educação no ensino médio. No eixo de acesso ao conhecimento básico, por exemplo, Maceió registrou taxa de evasão no ensino médio de 7,7, acima da média das demais capitais nordestinas, de 7,24. No abandono escolar no ensino médio, a capital apresentou índice de 4,04, enquanto a média regional ficou em 3,75.

Os indicadores de violência também chamaram atenção no levantamento. Em homicídios, Maceió registrou índice de 42,75, acima da média nordestina de 38,54. Já nos assassinatos de mulheres, a capital apresentou índice de 5,91, enquanto a média das demais capitais da região ficou em 4,79. No IPS geral, o estado de Alagoas ficou entre os cinco piores do país.

Assessoria

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