Com fábrica inaugurada na Bahia, BYD passa a produzir veículos no Brasil
Dolphin Mini é o primeiro modelo da BYD produzido no Brasil (BYD/Divulgação) BYD inicia produção de veículos em Camaçari (BA) com foco em eletrificação e nacionalização A fabricante chinesa BYD deu início às operações de sua fábrica em solo brasileiro nesta terça-feira, 1º de julho. A unidade está instalada no antigo complexo da Ford, localizado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA). O primeiro modelo a sair da nova linha de produção foi o Dolphin Mini, atualmente o carro elétrico mais vendido do país. Em breve, será a vez do SUV híbrido Song Pro e do sedã híbrido King entrarem em montagem. Neste momento inicial, os veículos são montados em regime SKD (semi knocked down), ou seja, chegam ao Brasil parcialmente montados e são finalizados na fábrica baiana. Apesar do avanço, o modelo de produção tem recebido críticas da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que defende a elevação das tarifas de importação para montadoras sem fornecedores locais. A entidade representa grandes fabricantes já estabelecidos no Brasil. A vice-presidente global da BYD, Stella Li, destacou o avanço da operação brasileira: “A BYD é uma empresa liderada por engenheiros, com forte investimento em inovação. Levamos apenas 15 meses do início das obras até a entrega do nosso primeiro carro experimental produzido no Brasil.” A estreia da fábrica coincide com o aumento das tarifas de importação para veículos eletrificados: 100% elétricos: de 18% para 25% Híbridos plug-in: de 20% para 28% Híbridos convencionais: de 25% para 30% A partir de julho de 2026, todas as categorias terão alíquota de 35%. Avanço da nacionalização Durante o lançamento da planta, a montadora também anunciou a qualificação de 106 empresas brasileiras para integrar a sua cadeia de fornecedores. A primeira oficialmente homologada foi a Continental, fabricante de pneus com presença no polo automotivo de Camaçari. A expectativa é que, até 2026, o processo de nacionalização avance de forma significativa, incluindo etapas como estampagem, pintura e soldagem, aumentando a participação de peças feitas no Brasil na produção dos veículos. Ao todo, a BYD planeja investir R$ 5,5 bilhões no complexo, que ocupará uma área de 4,6 milhões de metros quadrados — equivalente a mais de 640 campos de futebol. Tecnologia híbrida flex nacional Entre os próximos passos da montadora está o desenvolvimento de um motor híbrido flex o 1.5 DM-i, fruto de uma colaboração entre engenheiros chineses e brasileiros. Essa aposta atende às exigências do Programa Mover e às diretrizes da nova Reforma Tributária, que prorrogou até 2032 os incentivos fiscais para fábricas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo a própria BYD na Bahia e outras montadoras em Pernambuco e Goiás. Redação ANH/BA
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