Cidadania Alagoas

© Marcelo Camargo/Agência Brasil   Qualquer cidadão pode, a partir de agora, verificar os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública repassados a estados, municípios e ao Distrito Federal a cada ano, por meio da plataforma Segurança Transparente, lançada nesta terça-feira em Brasília. O objetivo é dar maior transparência e controle sobre o uso desses recursos, além de atender uma recomendação do Tribunal de Contas da União. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ferramenta também atende à Lei de Acesso à Informação e fortalece a prestação de contas. A plataforma expõe o histórico de repasses desde 2019, mostrando o valor transferido e o executado em cada unidade federativa, além do saldo em conta. Até 2025, o sistema será implementado em cinco etapas. A primeira ocorreu nesta terça-feira, com a liberação das informações sobre as transferências fundo a fundo, permitindo a consulta de todos os recursos repassados a estados, municípios e ao Distrito Federal. A segunda etapa, com as prestações de contas, está prevista para outubro deste ano, seguida por doações e dados do Programa de Compras Eficientes do Sistema Único de Segurança Pública. A plataforma pode ser acessada no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública: gov.br/mj. Fonte: Agência Brasil

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CNC alerta para o impacto negativo das apostas em bets no comércio

© Joédson Alves/Agência Brasil   Com a rápida expansão das apostas esportivas, as chamadas Bets, a CNC, Confederação Nacional do Comércio, lançou um alerta. De acordo com o estudo da instituição, O Impacto Econômico dos Bets, o comprometimento da renda das famílias com essas apostas possui um potencial de reduzir em até 11,2% a atividade varejista, diminuindo em R$ 117 bilhões o faturamento do setor por ano.  Ainda de acordo com a pesquisa, o varejo está com bom desempenho este ano, mas menor do que o esperado. Com isso, a confederação ajustou a projeção de crescimento do setor de 2,2% para 2,1%, devido ao desempenho menos robusto nos seis primeiros meses. O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, exemplifica alguns dos impactos dessa mudança no direcionamento dos recursos. “A gente vem tendo relatos da nossa base de empresas representadas pela CNC de que, por exemplo, no setor de educação, muitas pessoas estão deixando de fazer matrículas, de pagar mensalidade de faculdade, por causa de apostas. Está mudando o perfil de consumo no mercado, no varejo de lojas de departamentos, de roupas, por exemplo. Isso já está afetando muito a tomada de decisão e está afetando muito a vida das pessoas”. Cassinos on-line, como o Jogo do Tigrinho, são apontados como alguns dos principais vilões. O estudo indica que somente no primeiro semestre deste ano eles colocaram mais de 1 milhão de brasileiros em situação de inadimplência e também comprometeram o varejo, retirando R$ 1,1 bilhão do consumo do varejo nacional. Felipe Tavares explica que essa inadimplência pode aumentar ainda mais até o fim do ano. “A gente estima que cerca de 1,3 milhões de brasileiros foram colocados em situação de inadimplência neste ano. E neste finalzinho de ano pode chegar a um adicional de mais 600 mil brasileiros nessa reta final do ano”. O levantamento aponta ainda que, entre junho de 2023 e junho de 2024, os consumidores gastaram cerca de R$ 68 bilhões em apostas, valor que representa 0,62% do PIB. Fonte: Agência Brasil  

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Justiça revoga pedido de prisão contra Gusttavo Lima

© gusttavolima/Instagram O cantor Gusttavo Lima teve o pedido de prisão contra ele revogado pelo desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Na segunda-feira (23), o artista teve um mandado de prisão expedido pela juíza Andrea Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal de Recife. O cantor sertanejo é acusado de ter ligação com investigados na Operação Integration, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de jogos de azar pela internet (bets). Para o desembargador, não há evidência material a justificar, nesse momento, a prisão do artista. O magistrado ainda derrubou a medida que suspendeu o passaporte e o porte de arma do cantor. Gusttavo Lima não chegou a ser preso. Ele está nos Estados Unidos em viagem com a família. A defesa do cantor Gusttavo Lima informou que recebeu com muita tranquilidade e sentimento de justiça a revogação do mandado de prisão. E afirmou que a relação do cantor com as empresas investigadas era de uso de imagem e decorrente da venda de uma aeronave. E segundo a equipe jurídica do cantor, tudo feito de forma legal. Fonte: Agência Brasil

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Governo aumenta Bolsa Pódio e prevê punição por manipulação de apostas esportivas

noticiasaominuto.com.br   BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Ministério do Esporte publicou nesta segunda-feira (23) portaria que reajusta valores do Bolsa Atleta, na categoria Atleta Pódio, e cria punições para quem se envolver em manipulações de apostas e resultados esportivos.     A bolsa é destinada a atletas de alto rendimento em modalidades olímpicas, paralímpicas e surdolímpicas individuais, que estejam entre os 20 melhores do ranking mundial ou olímpico.   O pagamento mais alto contempla atletas que estão entre os três primeiros lugares do ranking da sua modalidade. Nessa categoria, a bolsa subiu de R$ 15 mil para R$ 16.629 mensais.   A portaria ainda definiu que serão excluídos do programa os atletas com “participação comprovada na manipulação de apostas e resultados esportivos”. O envolvimento em apostas também se tornou critério para impedir a solicitação da bolsa.   São cinco categorias do Bolsa Atleta. Os atletas de base ou estudantes recebem R$ 410 por mês, enquanto a categoria pódio tem 4 faixas, todas elevadas pela nova portaria.   O Ministério dos Esportes tem grupos de trabalho que são encarregados de avaliar e aprovar os pedidos de concessão da bolsa.   A maior medalhista olímpica da história do Brasil, a ginasta Rebeca Andrade, recebe recursos do programa.   A Bolsa Pódio destinada aos atletas que figurem entre a 4ª e 8ª colocação no ranking internacional da sua modalidade subiu de R$ 11 mil para R$ 12.195 mensais.   O pagamento para os atletas que estão entre a 9ª e a 16 colocação subiu de R$ 8.000 para R$ 8.869. Enquanto o grupo que está entre 17ª e 20ª colocação teve a bolsa reajustada de R$ 5.000 para R$ 5.543.   Para estar na modalidade pódio, a mais alta do Bolsa Atleta, é preciso comprovar a colocação nas últimas Olimpíadas ou no campeonato mundial da modalidade no ano anterior ao das Olimpíadas. Para o evento realizado neste ano em Paris, por exemplo, foi necessário ter ficado entre os melhores nos mundiais de 2023.   Em todos os casos, é necessário comprovar que o atleta continua participando de eventos da sua modalidade.   O orçamento para 2024 do Bolsa Atleta é de R$ 162 milhões.   Neste ano, a bolsa também passou a ser concedida para o atleta guia ou assistente. “Neste caso, o beneficiário deve estar vinculado a uma das seguintes modalidades ou classes: Paratriathlon – PTVI; Paraciclismo – Piloto; Bocha – Calheiro e BC3; e, no Atletismo Paralímpico, Guia e Fundista”, afirma nota da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência.   As atletas gestantes ou puérperas também seguem recebendo a bolsa. “A atleta deverá, mediante laudo médico, notificar o Ministério do Esporte sobre a data do início da gestação e previsão do parto, a fim de assegurar a renovação e o acréscimo do benefício de até 6 (seis) meses após o nascimento da criança, não excedendo a 15 (quinze) parcelas mensais consecutivas”, diz a portaria do programa. Fonte: ANH/AL

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Eventos promovem conscientização sobre a doação de órgãos

agenciabrasil.ebc.com.br   Os moradores do Distrito Federal participaram neste domingo (22) de ações voltadas para sensibilização da importância da doação de órgãos, no Parque da Cidade Sarah Kubitschek. A iniciativa Setembro Verde – Doe Órgãos, Doe Vida foi promovida pela Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), que ofereceu serviços como aferição de pressão arterial e medição da glicemia, além do sorteio de brindes. O objetivo do evento é ampliar a lista de possíveis doadores de órgãos no DF. Foi realizada uma caminhada em grupo e uma conversa entre pacientes transplantados, famílias doadoras e profissionais de saúde. Segundo a Secretaria de Saúde do DF, até agosto deste ano, foram realizados 545 transplantes, sendo 207 de córnea, 177 de órgãos (incluindo rim, fígado e coração) e 161 de medulas ósseas no Distrito Federal.   Brasília (DF), 22/09/2024 – A Secretaria de Saúde (SES-DF), por meio da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), promove a Caminhada pela conscientização da doação de órgãos, no Parque da Cidade. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Rio de Janeiro Já no Rio de Janeiro, ontem (21) foi realizada a campanha “Na Onda da Doação” também busca conversar com a população sobre a importância da doação de órgãos. Promovida pela Sociedade de Nefrologia do Rio de Janeiro, na Praça do Arpoador, zona sul da cidade, em parceria com o Grupo do Fígado e a Sociedade de Cardiologia do Rio. O médico Pedro Túlio Rocha, presidente da Sociedade de Nefrologia do Rio, avalia que este é um gesto de amor, que pode salvar muitas vidas. “Buscamos, com a população, esclarecer e motivar esse gesto que pode salvar direta ou indiretamente até oito pessoas. No Brasil, temos cerca de 60 mil pessoas aguardando por um tecido ou um órgão para transplante. E para alguns pode ser a única opção de tratamento para manutenção da vida”, disse. Campanha Em todo o Brasil, nos primeiros seis meses deste ano, mais de quatro mil órgãos e cerca de oito mil córneas foram doadas para a realização de transplantes. O aumento em relação a 2023 foi de 3,2%. Apesar do crescimento, falar sobre doação de órgãos ainda é um tabu para uma parte das pessoas. Segundo dados do Ministério da Saúde, de cada 14 pessoas que manifestam interesse em doar, apenas quatro realmente o fazem, por recusa da família. Para tentar desmistificar o assunto, foi lançada pelo ministério uma campanha com o tema: “Doação de órgãos: precisamos falar sim”, que alerta para a necessidade de se tratar do assunto. De acordo com a pasta, os órgãos mais doados foram os rins, fígado, coração, pâncreas e pulmão. Entre os tecidos, a córnea e a medula óssea estão no topo da lista. Somente nos seis primeiros meses deste ano, foram realizados pelo Sistema Único de Saúde, mais de 14 mil transplantes (SUS). No ano passado, esse número foi de 13.900. Fonte: ANH/AL

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Corinthians volta a vencer São Paulo, leva o Brasileiro feminino e amplia domínio

noticiasaominuto.com.br   SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Corinthians deu sequência, na manhã de domingo (22), à sequência de conquistas que estabeleceu nos últimos anos no futebol feminino. Com uma vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, em um estádio de Itaquera lotado, conquistou pela sexta vez o título do Campeonato Brasileiro, a quinta consecutiva.     A equipe alvinegra já havia vencido o jogo de ida por 3 a 1, no Morumbi, e chegou à partida derradeira com boa vantagem. E o favoritismo foi confirmado com gols de Jaqueline e Carol Nogueira, já no segundo tempo, para delírio dos 44.136 pagantes -novo recorde da América do Sul no futebol feminino de clubes.   A conquista foi dirigida por Lucas Piccinato, escolhido para substituir o técnico mais vitorioso do clube no futebol das mulheres. Arthur Elias foi alçado à seleção brasileira no ano passado justamente por causa de seu sucesso no Parque São Jorge e liderou a campanha da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris.   Sem Arthur, ainda que disponha de um elenco que é a base da seleção, o Corinthians teve uma campanha mais acidentada do que as anteriores. Houve momentos de instabilidade, com desfalques por lesão e por causa de convocações para o time nacional. A equipe ficou em primeiro lugar na fase de classificação, porém teve uma marcante derrota por 7 a 2 para o Cruzeiro.   Nos mata-matas, as dificuldades foram grandes. As quartas de final contra o Bragantino foram definidas com um empate por 1 a 1 e uma suada vitória por 1 a 0. Nas semifinais, após uma vitória de virada por 3 a 1 sobre o arquirrival Palmeiras, a vaga foi assegurada com sofrimento, em derrota por 2 a 1 com pressão nos minutos finais.   Na decisão, enfim, a formação preta e branca voltou a estabelecer seu domínio de maneira firme. Foi claramente superior ao adversário no jogo de ida. Na volta, após um primeiro tempo de poucas oportunidades, demonstrou eficiência nas chances que teve para fazer a festa dos torcedores que foram cedinho ao estádio de Itaquera.   O placar começou a ser construído aos 20 minutos do segundo tempo. Após cruzamento de Yasmim, Vic Albuquerque cabeceou para a pequena área, onde Jaqueline apareceu para novo cabeceio. Já no final, aos 45, em contra-ataque bem armado por Gabi Zanotti, Carol Nogueira avançou até a área e bateu na saída da goleira Carlinha.   Reativada em 2016, a equipe feminina do Corinthians agora tem seis títulos do Campeonato Brasileiro (2018, 2020, 2021, 2022, 2023 e 2024). A histórica sequência inclui quatro vitórias no Campeonato Paulista (2019, 2020, 2021 e 2023), duas na Supercopa do Brasil (2022 e 2023) e quatro na Copa Libertadores (2017, 2019, 2021 e 2023).   A coleção poderá ser ampliada ainda neste ano. O time está nas semifinais do Campeonato Paulista e disputará no próximo mês a Copa Libertadores. A competição continental será realizada de 3 a 19 de outubro, no Paraguai, onde as Brabas -como são chamadas as jogadoras alvinegras- defenderão o troféu.Ficha técnica   Corinthians 2 x 0 São Paulo   CORINTHIANS   Nicole, Isabela, Dani Arias (Erika), Mariza e Yasmin (Paulinha); Yaya, Vic Albuquerque e Duda Sampaio (Ju Ferreira); Gabi Portilho (Eudimilla), Jaqueline (Carol Nogueira) e Millene (Gabi Zanotti). Técnico: Lucas Piccinato   SÃO PAULO   Carlinha, Leticia Alves, Kaka, Ana Alice (Jéssica Soares) e Bia Menezes; Duda Serrana, Maressa (Robinha), Aline e Camilinha (Rafa Mineira); Isa (Laryh) e Dudinha (Mariana Santos). Técnico: Thiago Viana   Estádio: Neo Química Arena, em São Paulo (SP) Juíza: Daiane Caroline Muniz dos Santos Assistentes: Fernanda Nandrea Gomes Antunes e Maíra Mastella Moreira Cartões amarelos: Millene (COR); Maressa (SAO) Cartão vermelho: Robinha (SAO) Gols: Jaqueline, aos 17’/2T e Carol Nogueira, aos 44’/2T Fonte: ANH/AL

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Comissão define status do Brasil em relação ao sarampo em novembro

agenciabrasil.ebc.com.br   O Brasil recebe no dia 4 de novembro a Comissão Regional de Monitoramento e Verificação da Eliminação do Sarampo, da Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita nas Américas. Esta será a quarta reunião em solo brasileiro do grupo, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para monitorar a situação das doenças no continente. O encontro, em Brasília, deve definir, especificamente, o status brasileiro em relação ao sarampo.  Em 2016, o país havia sido certificado como livre do sarampo. O registro de diversos casos importados associados a baixas coberturas vacinais, entretanto, levaram a um novo surto da doença em 2018. Desde então, o Brasil busca, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), fortalecer e integrar ações de vigilância epidemiológica, laboratório, vacinação, atenção primária, comunicação e mobilização social e comunitária.   A previsão, de acordo com o Ministério da Saúde, é que a comissão permaneça no país até 6 de novembro. Durante a 26ª Jornada Nacional de Imunizações, no Recife, o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, disse estar otimista diante da possibilidade de recertificação do Brasil como área livre do sarampo. “Conseguir a recertificação é algo muito possível”, avaliou, ao citar que o país “avançou” de categoria em 2023, passando de endêmico para pendente de reverificação.   Dados da pasta mostram que, em 2018, com a reintrodução do vírus, o país contabilizou 9.329 casos de sarampo em 11 estados. No ano seguinte, o cenário se agravou, totalizando 21.704 casos em 23 estados e levando à perda do certificado.   Em 2020, 8.035 casos foram registrados em 21 estados. No ano seguinte, foram 670 casos em seis estados. Por fim, em 2021, o Brasil registrou 41 casos em quatro estados, sendo o último no dia 5 de junho, no Amapá.   De lá para cá, nenhum caso autóctone (proveniente de transmissão local) de sarampo foi identificado no Brasil.   Segundo o ministério, dois casos importados da doença foram identificados este ano – um no Rio Grande do Sul e um em Minas Gerais. O cenário permite dizer que o país está há dois anos sem a confirmação de casos endêmicos e, portanto, sem a circulação do vírus, o que abriria caminho para a recertificação.   A comissão regional fez recomendações ao país no ano passado. Segundo o diretor Ministério da Saúde, foram cumpridas as seguintes:   – concluir atividades de microplanejamento para melhorar os níveis de imunidade da população;   – intensificar de forma urgente atividades de vacinação em estados e municípios de alto risco e que registraram surtos anteriores;   – modernizar os sistemas de informação sobre vacinação e vigilância de casos;   – e treinar profissionais de saúde estaduais e municipais em conceitos básicos de vigilância, busca ativa e resposta rápida ao sarampo.   Ainda de acordo com o diretor do PNI, a pasta deve publicar em outubro uma atualização do plano de ação relacionado à doença, que deixa de mirar na interrupção da circulação do vírus no país e passa a priorizar a reverificação do sarampo e também a sustentabilidade da eliminação da rubéola no Brasil.   Outra ação destacada por Gatti é a instituição do Dia S, um dia de mobilização nacional para vacinação e busca ativa de casos de sarampo.   “A busca pela eliminação do sarampo não envolve só vacinar. Há todo um processo de vigilância que a gente precisa organizar”, disse, ao citar desafios não apenas para alcançar a recertificação de país livre da doença, como também para a manutenção dessa nova certificação, de forma que o cenário de 2018 não se repita.   *A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Fonte: ANH/AL

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Mulheres já infectadas podem se beneficiar da vacina contra HPV

agenciabrasil.ebc.com.br   Atualmente, a vacina contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. No caso de adultos, grupos específicos também podem ser imunizados na rede pública, como pessoas que vivem com HIV, transplantados e pacientes oncológicos, dentre outros. Estudos recentes revelam, entretanto, que mesmo mulheres adultas que já contraíram HPV podem ser beneficiadas pela vacina. De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, mulheres sexualmente ativas já infectadas pelo HPV permanecem sob risco de novas infecções ao longo da vida. Isso porque a literatura médica registra mais de 200 subtipos do vírus, sendo quatro deles os principais responsáveis por causar câncer de colo de útero, ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. Assim, uma pessoa infectada por um subtipo ainda pode se proteger, por meio da vacina, contra outros subtipos.   Durante a 26ª Jornada Nacional de Imunizações, em Recife, Mônica citou mudanças no comportamento da população brasileira, incluindo postergar o casamento, o pico de divórcios entre mulheres de 30 a 49 anos e um maior número de parceiros sexuais durante a vida, o que amplia o risco de novas infecções por HPV na vida adulta. Além disso, segundo ela, estudos mostram que a vacina é capaz de reduzir as chances de recidiva em pessoas que já trataram lesões pelo vírus. “O Uruguai é o primeiro país das Américas a ofertar a vacina gratuitamente para pacientes que já tiveram lesões. Essa atualização saiu recentemente e foi feita pelo Ministério da Saúde do país”, destacou. Além disso, segundo Mônica, estudos demonstram que infecções persistentes por HPV aumentam conforme a idade. A médica destaca ainda que a eficácia duradoura (dez anos ou mais) da vacina contra o HPV foi demonstrada em mulheres com idade entre 27 e 45 anos. “As conclusões são que mulheres adultas permanecem sob risco de adquirir novas infecções por HPV e que as vacinas contra o vírus são seguras e eficazes também em mulheres de meia-idade”, destacou. “A vacina contra o HPV também previne e reinfecção de mulheres com infecção prévia e protege de recidivas pós-tratamento de lesões”, concluiu Mônica. *A repórter viajou a convite da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Fonte: ANH/AL

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Eleições: moradia também é competência constitucional dos municípios

© Fernando Frazão/Agência Brasil Política de habitação deve ser traçada pelo poder municipal   Enquanto cuida da pequena horta de onde tira alimentos para consumo próprio, Elisangela Jesus da Silva, de 45 anos, mantém uma preocupação na cabeça: o medo de ser despejada. Janja, como é conhecida a agricultora urbana, vive há oito anos na Ocupação Aliança em Cristo, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), no bairro Jiquiá, zona oeste do Recife. Ela mora com o companheiro – eletricista de automóveis – e dois filhos, de 4 e 5 anos. A dificuldade financeira é o motivo que fez com que Janja encontrasse na ocupação a resposta para uma necessidade fundamental de qualquer pessoa, a moradia. “Antigamente eu pagava aluguel, mas ficava muito pesado, porque tinha que pagar aluguel, energia, água, vinha remédio, alimentação… A gente passava por muito aperto, muita dificuldade”, relembra em conversa com a Agência Brasil. Apesar de as contas da família ficarem menos pressionadas ao viver na ocupação, Janja elege a falta de regularização fundiária como o grande problema atual. “A gente mora aqui, mas não tem legalidade de nada”, diz ela, citando que foram os próprios ocupantes que construíram um sistema de encanamento de água. “A maior dificuldade é a regularização, a gente quer ser regularizado e ficar tranquilo para, futuramente, não sofrer nenhuma ameaça de despejo”, afirma a agricultora. Ela relata já ter sofrido episódio de expulsão. “Apareceu um dito-cujo proprietário se dizendo dono da área e nos expulsou.” A prefeitura do Recife informou à Agência Brasil que a regularização fundiária é realizada em áreas classificadas como zonas especiais de Interesse Social (Zeis), e que a ocupação Aliança em Cristo encontra-se fora dessas áreas. “Além disso, está situada em uma Área de Preservação Ambiental (APA), entre os rios Jiquiá e Tejipió, o que impossibilita a regularização urbana no local”, afirmou. Questionada se há algum plano de ação direcionado à situação dos moradores do local, a prefeitura não respondeu até a conclusão da reportagem. Eleições e direito à habitação O direito à habitação é uma das questões em jogo no próximo dia 6 de outubro, data do primeiro turno das eleições municipais. Mais de 155,9 milhões de eleitores vão às urnas em 5.569 cidades para escolher prefeitos e vereadores. Comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio, uma das maiores favelas da capital fluminense – Fernando Frazão/Agência Brasil O direito à moradia reivindicado por Janja é uma garantia de todos os brasileiros, como preza o Artigo 6º da Constituição Federal. O Artigo 23, por sua vez, determina que é competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios “promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico”. Déficit habitacional Janja faz parte do conjunto de brasileiros que vivencia o déficit habitacional, estimado em 6,2 milhões de domicílios, segundo um levantamento feito em 2022 pela Fundação João Pinheiro (FPJ), instituição de pesquisa e ensino vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão de Minas Gerais. O levantamento, feito em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, considera déficit habitacional situações como necessidade de substituição ou mesmo construção de habitações devido a precariedades de estrutura, gasto excessivo com aluguel e famílias que precisam coabitar imóveis. O estudo foi feito com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal. Comunidade de Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro – Tânia Rêgo/Agência Brasil A FPJ também estimou que 26,5 milhões de domicílios, cerca de 42% do total existente à época do levantamento, apresentavam ao menos algum tipo de inadequação, seja carência de infraestrutura urbana (energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo); pertinente à edificação (ausência de banheiro exclusivo, número de cômodos servindo de dormitório e armazenamento de água, piso e cobertura inadequados) e inadequação fundiária urbana. Despejos Além disso, a Campanha Despejo Zero, articulação nacional formada por mais de 175 organizações, entidades, movimentos sociais e coletivos, calcula que haja no país 1,5 milhão de pessoas afetadas por despejo ou remoção forçada. A organização social Habitat Brasil é uma das instituições que ajudaram no mapeamento de famílias ameaças de despejo, como a da Janja, ou já despejadas. A organização atua no Brasil há 30 anos. Um dos eixos prioritários de ação é o acesso à moradia digna. Um programa de melhorias beneficiou mais de 2,6 mil casas, e, por meio do programa governamental Minha Casa, Minha Vida Entidades (concessão de financiamento subsidiado a famílias organizadas por meio de entidades privadas sem fins lucrativos), quase 7,6 mil lares foram construídos. As duas frentes de atuação beneficiaram 51 mil pessoas. Entes municipais Neste cenário de poucos dias para as eleições municipais, a diretora executiva da Habitat Brasil, Socorro Leite, reforça que o poder municipal tem papel essencial na garantia do direito à habitação. “É responsável por criar leis que regulamentem o uso e a ocupação do solo na cidade. Além disso, é na instância municipal que se definem áreas de interesse que podem ser predominantemente utilizadas para habitação de interesse social”, lista a diretora executiva. Segundo a ativista, cabe ao poder municipal priorizar áreas de interesse social para produzir novas moradias e garantir o cumprimento da função social da propriedade. Ela enfatiza ainda o papel de articulador para obtenção de recursos. “É fundamental buscar novas fontes de recursos, não contando apenas com os recursos próprios, que muitas vezes são limitados e disputados com outras áreas igualmente importantes. Buscar financiamento e contrapartidas dos governos estadual e federal é essencial”, diz. No entanto, Socorro Leite adverte que municípios não podem se submeter a ficar “reféns” apenas dos programas federais de habitação. “Vimos isso na gestão federal anterior, que não destinou recursos para habitação de interesse social, paralisando essa política em muitos municípios”, lembra. A ativista aponta que a regularização fundiária é uma política que deve ser priorizada. “Não ter a posse da terra regularizada significa estar, de certa forma, sob o risco de despejo”, pontua. Pesquisadora Paula Miranda diz que

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Alexandre de Moraes ordena suspensão imediata do X no Brasil

© X/Divulgação Nova burla custará multa de R$ 5 milhões diários à rede social O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou na noite desta quarta-feira (18) que a rede social X suspenda imediatamente o uso de novos acessos pelos servidores de internet CDN, Cloudflare, Fastly e Edgeuno e outros semelhantes, criados para burlar a decisão judicial de bloqueio da plataforma em território nacional, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 5 milhões ao X Brasil e ao Twitter. A determinação de manter a suspensão da rede social ocorre após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) notificar nesta quarta-feira a manobra que atualizou o aplicativo da plataforma X, ocorrida nas últimas 24 horas, o que possibilitou o amplo acesso dos usuários aos serviços da plataforma no país, burlando o bloqueio determinado pela justiça brasileira. “Não há, portanto, dúvidas de que a plataforma X – sob o comando direto de Elon Musk [proprietário do X] –, novamente, pretende desrespeitar o Poder Judiciário brasileiro, pois a Anatel identificou a estratégia utilizada para desobedecer a ordem judicial proferida nos autos, inclusive com a sugestão das providências a serem adotadas para a manutenção da suspensão”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes na decisão. Adicionalmente, o ministro ordenou que a Anatel adote, imediatamente, todas as providências necessárias à manutenção da suspensão do funcionamento do X Brasil em território nacional, determinada pela Primeira Turma da Corte. A Anatel deve, inclusive, suspender os novos acessos pelos servidores de internet identificados. Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes estipulou o prazo de 24 horas para que a Anatel comunique ao STF quais providências foram adotadas e que medidas foram implementadas para cumprimento da decisão de bloqueio do X no país. O ministro ainda intimou as empresas Twitter International Unlimited Company e X Brasil Internet, via edital, já que o X encerrou as atividades no Brasil e, atualmente, não tem representação legal no país. O ministro também intimou a Starlink Brazil, empresa de tecnologia também de propriedade do bilionário Elon Musk. Entenda Em nota à imprensa, a Anatel diz que a acessibilidade dos usuários à rede X desrespeita a decisão judicial e esclarece que teve o apoio ativo das prestadoras de telecomunicações e da empresa Cloudfare para identificar o mecanismo que permitiu o desbloqueio da plataforma. A agência reguladora ainda noticiou possíveis providências que podem ser adotadas para cessar a desobediência à ordem judicial. “A conduta da rede X demonstra intenção deliberada de descumprir a ordem do STF. Eventuais novas tentativas de burla ao bloqueio merecerão da Agência as providências cabíveis”, diz a nota da Anatel. O X está bloqueado no Brasil desde o fim de agosto, após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a decisão, a suspensão vale até que a rede pague multas e indique um representante legal no país. Fonte: Agência Brasil

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